Burberry regista aumento de 3% nas vendas no primeiro trimestre

LONDRES (Reuters) - O grupo de luxo britânico Burberry publicou, na quarta-feira, um aumento de 3% nas vendas comparáveis do primeiro trimestre do seu ano fiscal, um crescimento em linha com as previsões antes do lançamento da primeira coleção do seu novo diretor artístico, Riccardo Tisci, em setembro.


Foto de arquivo - REUTERS/Toby Melville

Riccardo Tisci, antigo designer da Givenchy (grupo LVMH), foi nomeado em março para substituir Christopher Bailey, que contribuiu para transformar a criadora do famoso trench coat numa das principais marcas de moda do mundo. "Todos estão à espera para ver que receção terá a primeira coleção de Tisci em setembro. Até lá, é preciso continuar a aguardar", alerta Luca Solca, analista da Exane BNP, relativamente à descida em bolsa da Burberry na abertura do mercado na manhã de quarta-feira.

O diretor geral da Burberry, Marco Gobbetti, revelou em novembro um plano de revitalização da marca, que passa pelo reposicionamento da mesma num segmento de gama mais alta. Gobbetti previu que o crescimento das vendas e do lucro seria fraco durante a implementação do plano.

No seu comunicado à imprensa, a Burberry confirma os seus objetivos anuais a taxas de câmbio atuais e afirma estar bem encaminhada para reduzir 100 milhões de libras (113 milhões de euros) em custos.

Ao longo das 13 semanas até 30 de junho, o volume de negócios da empresa atingiu os 479 milhões de libras, valor praticamente idêntico ao alcançado um ano antes, com um crescimento de 3% nas vendas comparáveis, em linha com as previsões dos analistas.

As vendas aumentaram nas Américas e na China, mas estão estagnadas na região EMEIA (Europa, Médio Oriente, Índia e África) devido à menor demanda turística no Reino Unido e na Europa continental.

Traduzido por Estela Ataíde

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