Comércio têxtil é o mais afetado pelo tempo instável

O tempo instável e o atraso na chegada do verão estão na origem de quebras de 25% a 50% no comércio de vestuário e calçado, e o têxtil é o mais afetado. Para o setor, no entanto, efeito é grandemente amortizado pelas exportações e só se fará sentir no outono/inverno, uma vez que as compras são sempre feitas na temporada anterior, como explica o vice-presidente da ATP, João Costa.


A estimativa de quebras é da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), que aponta para um impacto significativo no comércio a retalho com consequência muito negativas para os comerciantes. João Vieira Lopes, presidente da CCP fala em quebras de 25% a 50% nas vendas de entre abril e junho. Depois da quebra de vendas com as coleções de primavera/verão, os retalhistas avançam com promoções, vendo desaparecer as suas margens, disse ao Diário de Notícias.

Por seu lado, João Costa, relativiza o impacto e diz que o efeito ainda não chegou ao setor têxtil e que tudo vai depender do arranque da próxima época. “Para já ainda não há quebras, porque as encomendas foram feitas no ano passado. Quando muito o efeito vai fazer-se sentir no outono-inverno”, o vice- presidente da Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal.

O dirigente reconhece que em relação à temporada primavera/verão “já não há volta a dar”, mas que em relação ao outono/inverno, tudo vai depender da forma arrancar. “Quando a estação começa com frio, o mercado ganha ânimo” sublinha João Costa, reconhecendo contudo que se, como há um ano, for um inverno quente as consequências vão-se notar. Destaca, contudo, que “na indústria têxtil e do vestuário o impacto não foi tão acentuado, porque 80% da produção é para exportação”.

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