Courrèges nomeia Christina Ahlers como diretora geral

A maison Courrèges fortalece sua equipe de gestão com a chegada à direção geral de Christine Ahlers, que trabalhou durante 12 anos no desenvolvimento internacional da Acne Studios e assumirá a sua nova posição a 12 de fevereiro.


Christina Ahlers - Courrèges

Esta chegada acontece no momento em que a marca francesa fundada em 1961 por André e Coqueline Courrèges está a ponto de ser comprada pela Artémis, holding da família Pinault. A silenciosa Artémis, que possui desde 2015 uma participação minoritária no capital da empresa, informação que confirmou apenas no final de 2017. Impulsionada desde 2011 por Jacques Bungert e Frédéric Torloting, os seus principais acionistas, a marca não possui um diretor criativo desde a partida, no verão passado, da dupla de designers Sébastien Meyer e Arnaud Vaillant.

Christina Ahlers também anunciará "nas próximas semanas uma nova direção artística", especificam Jacques Bungert e Frédéric Torloting em comunicado. "Após a fase de reorganização liderada por François Le Ménahèze (presidente da marca desde abril de 2017), a chegada de Christina hoje abre um novo capítulo da marca", anuncia a maison. Um novo capítulo apoiado por um novo acionista principal? A administração não quis, nesta ocasião, comentar a questão do aumento da participação da Artemis.

Advogada por formação, a nova chefe da Courrèges, de nacionalidade alemã, iniciou a sua carreira na Martin Margiela, no departamento de vendas, antes de assumir a responsabilidade pelo negócio atacadista (excluindo o Japão e a Itália). Em 2006, ingressou na Acne Studios, criando o escritório parisiense da marca sueca, que desde então dirigiu, supervisionando vendas e comunicação para os mercados do sul e leste da Europa, Médio Oriente e Ásia.

"Estou muito feliz por me juntar à Courrèges, cujos valores de inovação e criatividade compartilho", diz Christina Ahlers. "Tive a sorte de participar do sucesso global de duas grandes marcas. Colocarei toda a minha paixão pela moda e a minha experiência a seu serviço."

Historicamente reconhecida pelas suas criações futuristas e as suas formas geométricas e refinadas, a Courrèges voltou à cena em 2015, desfilando novamente nas passarelas parisienses. A empresa, que reivindica cerca de sessenta lojas de prêt-à-porter, reduziu o seu alcance e em 2017 fechou a sua fábrica em Pau, demitindo 18 dos 23 funcionários locais.

Traduzido por Isabel Pimentel

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