Crescimento de mercado global de wearables diminui drasticamente

De acordo com a International Data Corporation (IDC), os envios internacionais de wearables cresceram 1,2% no primeiro trimestre de 2018 (um fraco progresso quando comparado com o crescimento de 18% registado no ano passado), à medida que as preferências dos consumidores se orientam para dispositivos mais inteligentes e diversidade de produtos.


Relógios e pulseirasinteligentesrepresentaram 95% dosenviosno primeiro trimestre de 2018 - Instagram: @fitbit
 
A desaceleração foi impulsionada por um declínio de 9,2% nos envios de wearables básicos durante este período, enquanto os envios de wearables inteligentes de preço mais elevado aumentaram 28,4% no mesmo trimestre, sugerindo que os consumidores estão cada vez mais interessados no aumento de funções de produtos tecnologicamente mais avançados.

Além disso, enquanto relógios e pulseiras inteligentes representaram 95% dos envios no primeiro trimestre de 2018, outros produtos estão a crescer rapidamente em termos de popularidade. Os envios de roupa com sensores, por exemplo, cresceram 58,6% em relação ao primeiro trimestre de 2017. A grande maioria destes produtos são calçado de contagem de passos, mas as empresas oferecem peças de roupa com sensores cada vez mais diversificadas, como t-shirts e calções, principalmente com funcionalidades de monitorização de treino.
 
As funções relacionadas com a saúde continuam a ser foco de muitos wearables, e os avanços tecnológicos permitem que as empresas integrem ferramentas cada vez mais personalizadas e precisas nos seus produtos.

“Sensores adicionais, anos de dados subjacentes e algoritmos melhorados estão a permitir que os grandes pilares da indústria, como Fitbit e Apple, ajudem a identificar doenças e outras irregularidades de saúde”, explicou Jitesh Ubrani, analista de investigação sénior da IDC Mobile Device Trackers, num comunicado. "Por outro lado, neste trimestre cerca de um terço de todos os wearables incluíam conectividade móvel, o que permitiu o surgimento de novos casos de uso."

De facto, ainda que o fitness continue a dominar o setor dos wearables, já estão a ser exploradas outras aplicações. “Embora saúde e boa forma continuem a ser a principal proposta de muitos destes dispositivos, um exame mais detalhado revela a existência de dispositivos que incluem coaching, modificação de áudio e tradução de idiomas, outros dispositivos focados na segurança pessoal e relógios conectados para crianças”, destacou Ramon T. Llamas, diretor de investigação da equipa de wearables da IDC.

Desde o último relatório da IDC, em março, não houve grandes mudanças entre os maiores players do setor. Após se ter estabelecido como líder de mercado no quarto trimestre de 2017, a multinacional de tecnologia americana Apple Inc. voltou a assumir o primeiro lugar no primeiro trimestre de 2018, tendo agora uma quota de mercado de 16,1%, comparada com 14,3% no mesmo período do ano passado.

O envio de relógios da empresa aumentou 13,5% durante este período, em grande parte graças à introdução dos seus dispositivos com conectividade móvel em novos mercados. 
 
Tendo caído para o terceiro lugar no quarto trimestre de 2017, a Xiaomi Inc., empresa chinesa de eletrónicos de consumo, ficou em segundo lugar, respondendo por 14,8% dos envios unitários. No entanto, os seus produtos têm o preço médio de venda mais baixo entre as cinco primeiras empresas desta lista, e a empresa capturou apenas 1,8% do valor, em dólares, do mercado durante este período.

A Fitbit, empresa com sede em São Francisco focada na saúde, caiu para o terceiro lugar, uma posição mais do que respeitável considerando que a participação de mercado da empresa caiu 28,1% durante o ano e está agora em 8,7%. Os novos produtos e iniciativas introduzidos pela empresa ao longo deste trimestre, como o relógio inteligente Versa e a monitorização da saúde feminina na sua plataforma online, foram bem recebidos e a Fitibit continua a negociar colaborações com agências governamentais e organizações de saúde na tentativa de se estabelecer como uma marca centrada no fitness.

A chinesa Huawei (5,2% de participação de mercado) e a americana Garmin (5%) completam o top 5 na quarta e quinta posições, respetivamente.

Traduzido por Estela Ataíde

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