Decathlon regista crescimento de 11% em 2017 impulsionado pela atividade internacional

Se François De Witte, diretor geral da Decathlon, qualifica 2017 como um ano “de transição e transformações”, o facto é que a gigante mundial do desporto registou uma bela progressão no ano passado. O distribuidor francês gerou 11 mil milhões de euros em volume de negócios em 2017, o que representa um aumento de 11% em relação a 2016. Um auge que foi sobretudo impulsionado pela sua crescente atividade no estrangeiro (+13,4%, para 7,6 mil milhões de euros).


A marca está a digitalizar os seus pontos de venda e a apostar no apoio ao cliente - Decathlon

Das 185 lojas que abriram portas no ano passado, 176 estavam localizadas fora de França. A marca, que conta com 1352 pontos de venda (em 39 países), entrou em 10 novos mercados, entre os quais Austrália, Estados Unidos (é, na verdade, um regresso), Israel, Suíça, Colômbia e África do Sul. Agora, a Decathlon realiza 69% da sua atividade no estrangeiro (contra 67% em 2016 e 60,5% em 2014).
 
Mas, mais importante ainda, a Decathlon registou a perímetro comparável um crescimento da 4% das suas vendas mundiais, contra 1% em França em lojas comparáveis. Sinal de que, aparte das múltiplas inaugurações, a sua atividade de exportação está a progredir intrinsecamente.
 
Em França, o volume de negócios da Decathlon ascende aos 3,4 mil milhões de euros, um aumento de 3% em relação a 2016. No período, aconteceram nove aberturas em França, onde se alcançou um total de 310 lojas. A empresa, eleita a marca favorita dos franceses no início do ano, não deu detalhes sobre os lucros e mantém-se discreta relativamente ao seu balanço patrimonial.
 
Descrevendo-se como um “omnicomerciante”, a distribuidora continua a sua transformação digital, generalizando o serviço “click & collect” e procurando otimizar as condições de entrega. As vendas online representam 4,5% das vendas globais geradas em França.

A Decathlon também começou a trabalhar a oferta. A empresa, que conta com 80 mil funcionários, segmenta cada vez mais as suas próprias marcas desportivas, isolando cada prática, criando células mais ágeis e autónomas. “Procuramos e ampliamos o princípio de subsidiariedade, criando as condições para que cada um dos nossos funcionários tome decisões mais pertinentes a nível local”, explica François De Witte.
 
Ser mais completo, mais próximo e mais rápido é o mote desta gigante do desporto para 2018. A empresa também fez evoluir os seus pontos de venda para uma maior experiência, com a ambição de disponibilizar 100% dos produtos para experimentar antes de comprar.
 
Por último, a Decathlon pretende continuar os seus esforços em matéria ambiental. A entidade francesa ambiciona acabar com o transporte aéreo de produtos. Este outono, a marca recebeu no norte de França o seu primeiro comboio blockchain, procedente da China, totalmente carregado com produtos Decathlon.

Traduzido por Estela Ataíde

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