Encomendas da Puma e da Stanno fazem a MFA sorrir

O regresso da Puma é apenas uma das boas notícias que a MFA-Manuel Fernando Azevedo tem recebido desde o início da primavera – e que se vem juntar à chegada dos holandeses da Stanno (grupo Deventrade) e da DE-Danish Endurance (especializada em equipamento de running e que vende exclusivamente online) a uma carteira de clientes onde já constavam marcas como a New Balance e a Hummel.


Aos 700 mil pares de meias de futebol/ano encomendados pela Puma há que adicionar o meio milhão da Stanno, marca particularmente forte na Benelux e Alemanha (onde equipa as seleções nacionais masculina e feminina de voleibol) o que deixa a MFA com fundadas esperanças de regressar este ano aos 17 milhões de euros faturados em 2016.

No ano passado, uma diminuição ligeira das encomendas levou a MFA a parar 60 teares do seu parque total constituído por 460 teares (divididos entre as fábricas de Santo Tirso e Famalicão) o que teve consequências no volume de negócios, que caiu para os 16 milhões de euros.

Este ano, com o regresso da Puma e a chegada de novos clientes, a MFA já teve de reativar 38 teares e voltou a sorrir. Apesar disso, Manuel Flórido Azevedo opta pela maior das prudências nas estimativas.

“As vendas estão a crescer. No mínimo, vamos fechar o ano mantendo a produção de 24 milhões de pares de meias e as vendas de 16 milhões de euros”, declara Manuel Flórido, 57 anos, filho de Manuel Fernando Azevedo, 82 anos, o empresário (e ex-vendedor de enciclopédias) que deu o nome à empresa.

As meias para desporto são o principal produto da MFA, que na sua fábrica de Oliveira de Frades faz os acabamentos para peúgas de tecnicidade muito elevada da marca suíça Jacob Rohner, precisamente tricotadas na sua unidade industrial de Santo Tirso.

A MFA mantém ainda uma parceria com a marca irlandesa Ridgeview, que fabrica anualmente nas suas instalações de Avidos (adquiridas à Fitor e onde a empresa investiu um total de 7,5 milhões de euros) cerca de dois milhões de pares de meias de lã muito grossas.

“O preço de venda ao público das meias que produzimos vai desde os quatro euros por dez pares até aos 60 euros por um único par. A diferença está não só nos materiais, mas também no tempo de tricotagem que pode ir dos 40 segundos aos sete/oito minutos por par”, explica Manuel Flórido.

Copyright © Jornal T. Todos os direitos reservados.

DesportoNegócios