Expansão impulsiona H&M

Para o trimestre terminado a 31 de maio, a retalhista viu o lucro líquido subir de 5,4 mil milhões, no ano anterior, para 5,9 mil milhões de coroas suecas (aproximadamente 608 milhões de euros), com uma margem bruta ligeiramente reduzida para 57,1%, face aos 57,6% de um ano antes. De acordo com a H&M, o crescimento dos lucros no segundo trimestre é explicado pela expansão contínua e por um maior controlo de custos.

H&M

As vendas do grupo cresceram 10% durante o trimestre, de 54,3 mil milhões em igual período do ano passado para 59,5 mil milhões de coroas suecas. A cadeia de moda revelou que assistiu «a um crescimento contínuo, rápido e lucrativo» das vendas online do grupo que, em alguns mercados estabelecidos, já representam 25% a 30% das vendas totais.

A retalhista sueca sublinhou também que a rentabilidade das vendas online do grupo está em linha com a das lojas físicas, estimando que as vendas online cresçam cerca de 25% ao ano.
Em maio, a H&M registou uma desaceleração nas vendas mais acentuada do que o esperado pelos analistas. A segunda maior retalhista de moda do mundo justificou a fraca performance com o ambiente hostil para o retalho na Europa.

O grupo anunciou um crescimento comparável de 4% nas vendas em moeda local para maio, falhando a previsão média de crescimento de 6% antecipada pelos analistas.

Apesar disso, as vendas da H&M para o mês de junho deverão crescer 7%.

«As vendas no Reino Unido, Escandinávia e Europa Oriental, bem como em muitos dos nossos mercados de crescimento foram boas», afirmou o CEO Karl-Johan Persson aos jornalistas. «No entanto, o ambiente foi mais desafiador em vários dos nossos principais mercados, como os EUA, China, Holanda e Suíça. As vendas online da H&M desenvolveram-se muito bem e continuaram a aumentar a sua quota nas vendas totais. O desenvolvimento da COS, & Other Stories, Monki, Weekday e H&M Home manteve-se muito forte, tanto nas lojas quanto online», acrescentou.

Para o período de seis meses, as vendas do grupo aumentaram 9%, para 113,9 mil milhões de coroas suecas, de 90,6 mil milhões. O lucro depois dos impostos cresceu 8,4 mil milhões de coroas suecas, face aos 7,9 mil milhões no ano anterior.

Os planos para a Arket

A máquina global da Hennes & Mauritz continua bem oleada e a retalhista espera abrir 500 lojas este ano, embora também estejam agendados 100 encerramentos. Os novos mercados planeados para o próximo ano incluem o Uruguai e a Ucrânia.

Enquanto isso, a nova marca Arket, que a H&M adiantou estar a receber um «fantástico feedback» será lançada ainda este ano, com cinco lojas próprias e em 18 mercados online.

O grupo da moda sueca revelou ainda que pretende abrir a primeira loja Arket em Estocolmo no próximo ano, depois das aberturas de Londres, Bruxelas, Copenhaga e Munique no final de 2017.

A retalhista sueca anunciou o lançamento da nova marca em março, referindo que o plano era abrir lojas Arket em cidades europeias selecionadas no outono de 2017. O produto Arket terá um preço ligeiramente superior ao da marca H&M, com as camisas masculinas, por exemplo, a custarem entre os 39 e os 115 euros. A aposta na Arket faz parte dos planos previamente anunciados pela H&M de «lançar uma ou duas marcas novas em 2017» e surge num momento de expansão para a segunda maior retalhista de vestuário do mundo, depois da Zara.

O grupo espera também que a marca COS alcance os 10 mil milhões de coroas suecas em vendas este ano e ainda adiantou que continuará a investir no digital. As Filipinas e o Chipre deverão ser adicionados à sua rede online ainda este ano, sendo que a H&M já garantiu seis novos mercados durante a primavera – Turquia, Taiwan, Hong Kong, Macau, Singapura e Malásia –, resultando num total de 41 mercados online à escala global na atualidade.

O CEO Karl-Johan Persson referiu a propósito que «o retalho de moda está a atravessar um período de mudanças devido ao aumento da digitalização». «O comportamento e as expectativas dos clientes estão a mudar a um ritmo cada vez maior», sublinhou.

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