Exportações crescem e já apontam para novos recordes

As exportações do sector têxtil continuam em crescendo e é em países fora do espaço comunitário, como EUA, China, Brasil e Angola, que as vendas mais têm evoluído nos últimos meses. No total, as exportações da ITV nacional para os destinos extracomunitários registaram, desde o início do ano e até ao final de agosto, um crescimento de quase 11% relativamente ao mesmo período do ano passado.


Os números agora divulgados pelo INE deixam, assim, antever já novos recordes a e antecipação de metas para o fecho do ano. Os dados mostram que a ITV portuguesa exportou até ao final de agosto já mais de 3,5 mil milhões, um crescimento de 4,5% relativamente ao mesmo período do ano passado.

Recorde-se que 2016 o total de exportações da ITV nacional chegou aos 5.063 milhões de euros, ultrapassando a barreira mítica dos 5 mil milhões, uma meta que estava enquadrada nos objectivos estratégicos do sector apenas para 2020. Um recorde absoluto que igualou os anos de ouro da viragem do século (2001), mas então com o dobro dos empresas e o dobro dos trabalhadores, e ainda na vigência do escudo.

Entre Janeiro e agosto deste ano, as exportações de vestuário de malha aumentaram 69 milhões de euros (+4,8%) e os tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados e de artigos para usos técnicos de matérias têxteis exportaram mais 21 milhões de euros (+14%).

Nos destinos extra comunitários as exportações de têxteis e vestuário para os EUA aumentarem 14,5%, para Angola 69%, Brasil 83% e China 23%, enquanto no total dos países da União Europeia evoluíram 3,3%, com França a figurar nos destinos com maior crescimento absoluto (aumentou cerca de 17 milhões de euros, correspondendo a um crescimento relativo de 6,3%).

O saldo da Balança comercial dos têxteis e vestuário nos primeiros oito meses ascendeu a 843 milhões de euros, correspondendo a uma taxa de cobertura de 131%.

Copyright © Jornal T. Todos os direitos reservados.

TêxtilIndústria