Exportações regressam ao “verde”

Depois de nos primeiros meses do ano terem sido afetadas pela instabilidade, as exportações de vestuário regressaram a números positivos, com um aumento de 1,9% entre janeiro e abril deste ano. No conjunto, a indústria têxtil e vestuário portuguesa exportou mais cerca de 2,5% do que em igual período de 2017.


De acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística, o vestuário e seus acessórios de malha, a categoria mais representativa das exportações da indústria têxtil e vestuário, registou um aumento próximo dos 4,3%, para 743 milhões de euros, entre janeiro e abril. No entanto, os envios para o exterior de vestuário e seus acessórios, exceto de malha caíram cerca de 3%, empurrando o crescimento do sector do vestuário para +1,9%, ascendendo a um total de 1.072 milhões de euros.

Em comunicado, a ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção destaca o crescimento das exportações para França (+7,9%, para 150,6 milhões de euros), Itália (+52,2%, para 62,1 milhões de euros) e Países Baixos (+18,1%, para 54,8 milhões de euros), que permitiram compensar a queda dos envios para Espanha (-5,1%, para 423,5 milhões de euros) e Reino Unido (-9%, para 90,1 milhões de euros).

«Apesar do mercado espanhol – o principal mercado do vestuário português – dar mostras de alguma instabilidade, as empresas nacionais têm sido capazes de compensar essa diminuição das compras com o crescimento noutros mercados de moda importantes, como é o caso da França e de Itália», afirma César Araújo, presidente da direção da ANIVEC.

O crescimento foi mais acentuado nos tecidos impregnados, revestidos, recobertos ou estratificados (+18,6%, para cerca de 101,8 milhões de euros), nas fibras sintéticas ou artificiais descontínuas (+11%, para 94 milhões de euros) e na categoria que engloba tecidos especiais, rendas, passamanarias e tapeçarias, cujo crescimento superou os 8%, para 37,9 milhões de euros.

De registar ainda o aumento das vendas ao exterior de outros artefactos têxteis confecionados, categoria que integra a maior parte dos têxteis-lar, que registou uma subida de cerca de 2%, para 202,7 milhões de euros.

Em termos de países de destino, e para o conjunto de todas as exportações de matérias-primas e suas obras, o mercado com maior crescimento foi Itália (+29%, para 105 milhões de euros), seguido dos Países Baixos (+12%, para 74,6 milhões de euros) e França (+6,5%, para 249,6 milhões de euros).

Já as principais quedas foram sentidas em Espanha (-4,3%, para 558 milhões de euros) e no Reino Unido (-6,1%, para 135,4 milhões de euros).

No que concerne às importações, Portugal importou mais 2,1% entre janeiro e abril de 2018 do que no mesmo período de 2017, num total de 1.347 milhões de euros. Outras fibras têxteis vegetais (+17%, para 20,3 milhões de euros), lã (+9,1%, para 38,2 milhões de euros), pastas e feltros (+9%, para 35 milhões de euros) e tapetes e outros revestimentos (+8%, para 24,5 milhões de euros) foram as importações que mais cresceram, embora a lista seja encabeçada pelo vestuário e seus acessórios de malha (+1,8%, para 342,9 milhões de euros) e pelo vestuário e seus acessórios exceto malha (praticamente sem variação face ao ano passado, em 307,6 milhões de euros).

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