Faria da Costa investe 1,5 milhões para ser mais eficiente

Aumentar a eficiência no processo industrial é o grande objetivo do investimento de 1,5 milhões de euros que a Faria da Costa tem em curso na reformulação da sua fábrica de Ucha, Barcelos, onde 90 trabalhadores produzem 25 mil pares de meias por dia.


Além de ampliar a sua capacidade instalada, a empresa pretende acima de tudo flexibilizá-la explorando as vantagens da produção de pequenas séries com elevada diferenciação e personalizar do produto.

Fundada há 30 anos por Álvaro Costa, que trocou o setor avícola (dedicava-se à produção e pintos e ovos reprodutores) pelo têxtil. a Faria da Costa apostou na progressão na cadeia de valor como reação a uma queda abrupta nas vendas, em 2012, motivada pelo efeito conjugado da concorrência asiática e de um inverno temperado.

“No fundo, a nossa estratégia é fugir à concorrência”, resume Álvaro Costa, explicando as razões da opção pela produção de peúgas técnicas e inteligentes, um caminho que começou a percorrer com o fornecimento ao exército israelita de meias de lã funcionais , fabricadas com uma mistura de fibras especiais que facilitam a respiração do pé.

A Wyfeet, uma meia desenvolvida com o CITEVE que permite regular a temperatura dos pés, é o produto estrela da Faria da Costa, que está empenhada em aumentar a sua oferta com soluções especificamente desenhadas para segmentos de mercado como o biking (nas suas variantes road e mountain), running, desportos de inverno (snowboard, esqui alpino, cross country ou ski touring), caminhada, montanhismo, trekking, desportos motorizados e saúde.

Após fechar 2017 com um volume de negócios próximo dos 4 milhões de euros (um crescimento de 20% das vendas face a 2016), a Faria da Costa espera este ano voltar aos cinco milhões de euros que chegou a faturar antes da crise.        

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