H&M lucra menos 4% nos primeiros nove meses do seu ano fiscal

A cadeia têxtil sueca Hennes & Mauritz (H&M) obteve um lucro líquido de 12.191 milhões de SEK (1.274 milhões de euros) nos primeiros nove meses do seu ano fiscal (de 1 de dezembro de 2016 a 31 Agosto de 2017), representando uma queda de 4,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.


H&M

A empresa sueca atribuiu a queda dos lucros ao mau desempenho do terceiro trimestre, ao aumento das despesas de comercialização para melhorar a posição do stock que estava em níveis muito altos, e ao período de descontos agressivos.

O volume de negócios da H&M entre dezembro de 2016 e agosto de 2017 totalizou 80.161 milhões de coroas suecas (8.369 milhões de euros), 5,3% a mais do que o mesmo período do ano anterior.

Quanto ao terceiro trimestre do ano, o lucro líquido atribuído à H&M foi de 3.837 milhões de coroas suecas (400,6 milhões de euros), um declínio de até 20,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As vendas, por sua vez, caíram 0,46% no terceiro trimestre do ano fiscal, para 26 455 milhões de coroas suecas (2.751 milhões de euros).

A 31 de agosto, a H&M reportou um total de 4.553 lojas em todo o mundo, depois de abrir 76 e fechar 21.

"O setor do retalho de moda está a crescer, mas ao mesmo tempo está a passar por um período de transição devido à digitalização do modelo de negócios", declarou Karl-Johan Persson, CEO da H&M, que ressaltou que a maior parte das vendas provêm do comércio eletrónico.

O executivo disse que o quadro competitivo está a ser redesenhado com a entrada de novos players e com a mudança no comportamento e expectativas dos clientes. "No entanto, as crescentes vendas online não compensaram totalmente a queda na receita da loja, pelo que os nossos resultados não ficaram alinhados com os objetivos", explicou.

Uma nova marca

Depois de lançar a marca Arket em 2017, uma linha lifestyle que combina moda, beleza e decoração, a empresa sueca aproveitou a publicação dos seus resultados do terceiro trimestre e anunciou que planeia lançar uma nova marca, sem dar mais detalhes.

O grupo conta atualmente com sete marcas no seu portfólio (H&M, Cos, Monki, Cheap Monday, Weekday, & other stories e Arket). A nova marca será a oitava e deve posicionar-se noutro segmento, para cobrir todo o mercado do vestuário.

Expansão

Por outro lado, a H&M quer expandir o seu negócio digital, atualmente disponível em 43 países. Além disso, a cadeia têxtil planeia abrir um total de 475 lojas físicas (385 lojas líquidas, com o encerramento de 90 estabelecimentos) ao longo do ano, concentrando-se, principalmente, em mercados emergentes, como a Índia, e entrando no Uruguai e na Ucrânia.

Além dos mercados emergentes, o grupo pretende abrir lojas em Munique, Estocolmo e Amsterdão, sendo aproximadamente 70 desses estabelecimentos das marcas Cos, & Other Stories, Monki, Weekday e Arket.

A H&M Home vai manter o seu ritmo de expansão e somar cerca de 60 novos estabelecimentos durante o ano. Além disso, a empresa planeia abrir em 2018 as suas primeiras lojas independentes da H&M Home.

Paralelamente ao plano de expansão, a H&M tem como objetivo otimizar o seu portfólio de lojas, em especial nos mercados que não funcionaram da forma esperada. Essa otimização está a realizar-se através da renovação, mudança de endereço e readequação do espaço das lojas, e do encerramento de estabelecimentos.

Marion Deslandes com Europa Press

Traduzido por Novello Dariella

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