Kering regista aumento de 27,1% nas receitas do primeiro trimestre para 3,108 mil milhões de euros

O grupo francês de luxo Kering obteve um impressionante crescimento de 27,1% nas receitas do primeiro trimestre, liderado pelo aumento de quase 40% nas vendas da Gucci. No entanto, a empresa com sede em Paris informou na terça-feira (24) que a Bottega Veneta sofreu uma nova forte queda nas receitas.


Campanha primavera-verão 2018 daBalenciaga - Photos: Balenciaga

A Kering registou receitas de 3,108 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano, que, considerando as variações cambiais, tiveram um aumento comparável de 36,8%.
 
A Gucci, a sua marca estrela, liderou os ganhos, registando uma faturação de 1,856 mil milhões de euros no primeiro trimestre, 37,9% acima das receitas reportadas e 48,7% considerando as mudanças de moeda. A marca de moda de Florença alcançou um crescimento de 50% na sua rede global de lojas de propriedade direta, enquanto as suas vendas online, impulsionados pelos Estados Unidos, registaram crescimento de três dígitos.

A Bottega Veneta viu as suas vendas caírem 6,8%, para 261 milhões de euros, apesar da comentada abertura da grande flagship na Madison Avenue, durante a temporada de desfiles de Nova Iorque em fevereiro, e do caro desfile apresentado durante a ocasião, perto de Wall Street.
 
No entanto, a outra marca de luxo do grupo, a Saint Laurent, desfrutou de um trimestre saudável, registando um avanço de 12% nas receitas, para 408 milhões de euros, impulsionado pelo rápido crescimento na região Ásia-Pacífico e pelo aumento de 32% nas vendas de atacado.
 
“A Kering manteve o seu excelente momento de vendas no primeiro trimestre. Sob o novo perfil de luxo pure player, o grupo superou claramente um mercado que continua bem orientado. A Gucci, a Saint Laurent e a Balenciaga tiveram um bom resultado, num grupo que apresentou crescimento acentuado como um todo”, disse o presidente e CEO François-Henri Pinault.
 
“Enfrentamos uma alta base de comparação e um ambiente de câmbio difícil, mas estamos confiantes na capacidade das nossas marcas de continuarem a desempenhar melhor que os seus pares, alavancando a sua capacidade inovadora e audácia criativa”, acrescentou Pinault, cuja família controla o grupo.
 
A divisão Other House da Kering também teve um bom desempenho, com um aumento de 31% nas receitas para 463 milhões de euros, impulsionado pelo “desempenho excelente” da Balenciaga, que experimenta um renascimento comercial e artístico impressionante com o designer Demna Gvasalia. A marca de Alexander McQueen “manteve tendências positivas em todas as regiões na sua rede de lojas operadas diretamente”.
 
O primeiro trimestre do ano também marcou o acordo entre a Kering e Stella McCartney para vender a participação de 50% que o grupo detém na marca britânica à designer. A Kering também está no processo de venda da marca de skate e snowboard Volcom, que “já não é um bem essencial”.

Traduzido por Novello Dariella

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