LMA está mais verde

A LMA soma o GOTS – Global Organic Textile Standard – à sua lista de certificações, fortalecendo a vocação para produzir tecidos e malhas com funcionalidades sem perder de vista a preservação do Planeta. A empresa mostra-se cada vez mas madura no reforço da sua política “verde”.


A produtora de malhas e tecidos, que detinha já as certificações Reach, Oeko-Tex e Bluesign, decidiu avançar no início deste ano com o GOTS, num trajeto de consolidação da sua preocupação ambiental que conta já vários anos.
«Pese embora ainda haja muita gente que acha que o aquecimento mundial é uma farsa, o que é facto é que não temos o direito de deixar aos nossos filhos e aos nossos netos uma herança dessas e, portanto, a LMA, naquilo que compete as suas responsabilidades, diria não só sociais mas também de sustentabilidade, faz a sua parte», destacou Manuel Barros na edição de junho do Jornal Têxtil.

O GOTS foi, por isso, um passo natural para a empresa. «Desde que o mercado peça, a LMA não tem problema nenhum em avançar», garantiu o CEO. «Já tínhamos isso em mente, mas surgiram algumas oportunidades [no mercado] e tentámos juntar o útil ao agradável», acrescentou. As certificações, reconheceu, «abrem algumas portas em novos clientes».

As preocupações ambientais da LMA vão, contudo, além das fibras orgânicas, com a empresa a integrar ainda na sua oferta artigos com poliéster reciclado, fibras celulósicas com produção sustentável e lãs de fornecedores certificados.

Em 2016, a LMA conseguiu alcançar um crescimento de 5%, aproveitando um segundo semestre mais dinâmico, nomeadamente no mercado externo – Espanha e o Norte e Centro da Europa são os principais destinos dos têxteis bidimensionais produzidos pela empresa, que está ainda a sentir algum crescimento no Norte de África e a fazer incursões no mercado americano e brasileiro.

«A instabilidade da economia turca foi, sem dúvida, uma oportunidade, porque alguns clientes que estavam com dúvidas acabaram por vir [para Portugal]», afirmou o diretor-executivo. Contudo, sublinhou, «o trabalho em certas áreas, onde é necessário know-how e experiência técnica antes de chegar ao produto final, foi bastante frutífero, porque dá trabalho montar o produto àquela imagem mas, depois de estar montado, é muito difícil os outros lá chegarem. Recebemos aí alguma mais-valia, nomeadamente na área da proteção individual».
Um percurso de inovação e crescimento que a LMA, cujo volume de negócios rondou os 7 milhões de euros, espera prosseguir em 2017.

Atualmente, a empresa tem vários projetos em curso com instituições como a Universidade da Beira Interior e a Universidade do Minho. «São projetos que dão uma mais-valia ao nível do conhecimento – obriga-nos a estar sempre dentro da técnica atual – e esperemos que deem mais-valia comercial. É para isso que estamos a trabalhar», explicou Manuel Barros ao Jornal Têxtil.

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