Lacoste junta-se a Max Mara na carteira de clientes da NGS Malhas

A Lacoste acaba de se juntar ao exclusivo clube de clientes da NGS Malhas, onde já constavam grandes marcas internacionais como a Max Mara, Zadig and Voltaire, Coach e a Burberry, para darmos só uma mão cheia de exemplos.


Em 2017, a exportação direta valeu cerca de 30% dos 10 milhões de euros de volume de negócios da NGS, que está estrategicamente apostada em dilatar esta percentagem.

“Na exportação direta conseguimos melhores margens”, afirma Nuno Cunha Silva, o CEO e maior accionista da NGS, que fundou em 1998 após 11 anos na Tebe, período em que completou com uma especialização em malhas a licenciatura em Engenharia Têxtil feita na UBI.

A França é o melhor mercado externo da empresa. “Para Espanha vendemos muito pouco. Os espanhóis querem tudo muito barato – de preferência levam a mercadoria e ficam com o dinheiro”, ironiza Clemente Oliveira, um dos dois antigos colegas da Tebe (o outro é José Quintas) que Nuno convidou para embarcar na aventura NGS.

A aposta em produtos mais técnicos é o outro drive estratégico desta empresa de Barcelos, que vai estar em Munique no final do mês, a protagonizar uma estreia auspiciosa na ISPO – a única amostra (uma malha com gestão de humidade, estrutura bastante respirável, grande resistência e toque suave na pele) que apresentaram a concurso foi logo distinguido com um prémio.

“As malhas para desporto têm um tempo de vida maior e incorporam mais valor acrescentado”, explica Nuno, 52 anos, a propósito do próximo lançamento da coleção técnica da NGS, empresa que emprega 24 pessoas, divididas entre as áreas comercial, criativa, produção planeamento e administrativa.

No início desta década, a NGS deu o seu grande salto em frente, ao adquirir, em parceria com a Gabritex, a falida tinturaria Eical, numa operação típica de transformação de uma crise em oportunidade.

A recuperação da Eical – no entretanto reconvertida em Iris – implicou um investimento superior a quatro milhões de euros, um movimento que Nuno reconhece ter sido arriscado mas que já começou a dar frutos.

“Há muitas vantagens em dispor de uma tinturaria própria, pois permite-nos dominar todo o processo, desenvolver os acabamentos técnicos que escolhemos e proteger o nosso know how”, diz o CEO da NGS Malhas, que apresenta como cartão de visita as 1 900 diferentes malhas que tem expostas.

No último outono, a NGS mudou o seu centro de gravidade para as antigas instalações industriais da Eical (no entretanto requalificadas e modernizadas), onde ocupa  3 000 m2, cerca de um quarto da área total, que ronda so 12 mil m2.

Com 63 trabalhadores, a Iris fechou 2017 com um volume de negócios de quatro milhões de euros, e tem o seu capital repartido por três accionistas: NGS Malhas (45%), Gabritex (45%) e  Eduardo Martins (10%), o diretor geral da tinturaria.

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