Líder da CGTP defende que indústria têxtil tem de "sair do salário mínimo"

O secretário-geral da CGTP defendeu hoje que o setor têxtil tem de deixar de praticar o salário mínimo nacional, defendendo que os bons resultados deste têm de ser acompanhados pela distribuição de riqueza pelos trabalhadores.


“Estamos num setor de atividade que se modernizou, aumentou significativamente a produtividade, mas a mesma não foi transmitida em termos de redistribuição de riqueza, do salário dos trabalhadores”, disse Arménio Carlos, considerando que é fundamental que este setor "saia do salário mínimo nacional".

O dirigente da Intersindical falava à agência Lusa por telefone, depois de ter participado hoje, em Guimarães, na tomada de posse dos novos corpos gerentes do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes.

Arménio Carlos criticou ainda a ideia de que Portugal está melhor devido às medidas impostas pelo resgate da ‘troika’, afirmando que o que esses anos trouxeram “foi recessão” e que, “romper com esse memorando, é que trouxe crescimento”.

“E será melhor se o Governo for mais longe”, acrescentou.

O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, disse quinta-feira que a intenção de Portugal de pagar antecipadamente dez mil milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI) demonstra que o programa português de assistência “é uma história de sucesso”.



   
 

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