Mais desportiva, Hugo Boss espera aumento nas vendas


A marca de moda alemã espera um aumento nas vendas em 2018, graças à mudança no estilo da marca, com mais peças desportivas e casuais, mas está cautelosa com o lucro, pois continua a investir na renovação das suas lojas e site. 


Hugo Boss

Desde a saída do CEO Claus-Dietrich Lahrs em 2016, após uma série de profit warnings, o novo chefe Mark Langer procurou trazer a Hugo Boss de volta às ​​suas raízes, vendendo roupa masculina premium, enquanto se afastava do direcionamento de Lahrs para o luxo e o mercado feminino.

Sob a gestão de Langer, a fabricante de fatos masculinos esbeltos também fechou lojas deficitárias, renovou outras e reduziu os preços na China.

"Queremos intensificar o ritmo de crescimento", disse Langer na quinta-feira (8), um dia depois de o seu contrato ser prorrogado por três anos até dezembro de 2021. "As novas coleções da Boss e Hugo estão a ser muito bem recebidas”.

A Hugo Boss, que já reportou um aumento de 5% nas vendas do quarto trimestre, informou que o lucro líquido no período caiu 29% para 45 milhões de euros, abaixo da previsão de 59 milhões de euros dos analistas. 

A empresa estima que as vendas e o lucro líquido devem aumentar numa percentagem de um dígito baixo-médio em 2018, enquanto aumentam as despesas de capital para 170-190 milhões de euros, de 128 milhões em 2017.Os analistas estimavam um aumento de cerca de 2% nas vendas em 2018, mas um aumento de 12% no lucro líquido. As ações da Hugo Boss, que aumentaram 9% no último ano, caíram 4% nesta quinta-feira.

A empresa espera que o crescimento aumente no segundo semestre do ano, uma vez que a sua coleção de "sports tailoring" foi bem recebida na Semana da Moda de Nova Iorque, que aconteceu em fevereiro, com aumento no número de pedidos para a coleção de outono-inverno, em comparação com a de primavera-verão.

O crescimento das vendas deve ser liderado pelo mercado chinês, seguido pela Europa, e com as Américas ainda atrás, mas a crescer, disse a empresa, acrescentando que o seu negócio de atacado retornará o crescimento em 2018.

A indústria de artigos de luxo, incluindo a líder de mercado LVMH e a Kering, tem beneficiado de uma recuperação na procura dos consumidores chineses.

As vendas de moda masculina aumentaram 6% no quarto trimestre, enquanto as de moda feminina caíram 3%. Em fevereiro, a Hugo Boss anunciou o encerramento de uma parceria com o designer Jason Wu, que liderou a expansão das coleções femininas a partir de 2013.

Traduzido por Novello Dariella

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