Max Mara e o renascimento do seu logotipo

A Max Mara apresentou uma tomada de posição a favor do minimalismo contemporâneo e um lembrou a beleza do look total, num desfile que anunciou o renascimento do logotipo original da marca.

Max Mara - primavera-verão 2018 - Moda feminina - Milão - © PixelFormula

E um lembrete salutar de que, num momento em que a moda é dominada pela louca mixologia da Gucci, uma abordagem clean, clara e contida da moda também pode resultar muito bem.

Instalada num pátio gigante, a passarela estava decorada com o logotipo da Max Mara da década 1950, em letras romanas ao estilo antigo. “Este é exatamente o mesmo logotipo que o meu pai usou em 1951, quando lançou a primeira coleção Max Mara, composta por apenas dois casacos e um fato”, disse orgulhoso o CEO Luigi Maramotti, cuja família é proprietária da Max Mara.

O seu pai, Achille, organizou o seu primeiro desfile na sua terra natal, Reggio Emilia, depois da sua mãe, que fundou uma escola de costura, ter posto as suas três melhores alunas a costurar os primeiros looks. Uma tradição que ainda hoje se mantém na Max Mara, que será sempre conhecida pela sua impecável qualidade e acabamentos.

Atualmente, o seu império de retalho abrange mais de 2600 pontos de venda em todo o mundo, enquanto o seu vestuário suplanta a maioria das marcas que se apresentam nas passarelas europeias. Só em Paris, a Max Mara tem seis lojas, incluindo uma flagship na Avenida Montaigne e grandes espaços na Printemps e no Le Bon Marché.

Max Mara - primavera-verão - Moda feminina - Milão - © PixelFormula

Para a próxima primavera, a Max Mara imagina as mulheres vestidas em organza bege ou branca, em impermeáveis ajustados ou trench coats transformados em saias. Enquanto muitos padrões foram usados em looks totais, que combinavam o casaco com a saia, a mala e os sapatos, o uso de uma maravilhosa série de novos padrões florais (de papoilas ou cardos) manteve o ambiente fresco.

Foram apresentados ainda, em denim, blazers, casacos e calças masculinas de corte perfeito, todos com uma bainha de mais de 20 centímetros. Uma modelo com um casaco de denim e a usar um hijab, tal como várias senhoras sentadas na primeira fila deste desfile. Tudo dito, o denim foi, francamente, o exemplo mais recente de um revival de Helmut Lang em Milão.

“Trabalhar com e não contra a natureza”, dizia o programa citando o grande jardineiro francês Gilles Clément. Precisamente o que esta coleção fez. O papá Achille teria ficado orgulhoso.
 

Traduzido por Estela Ataíde

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