Missoni: uma mistura moderna de materiais, culturas e ideias

O desfile Missoni celebrou a cultura global diante de sentimentos nacionalistas através de uma fusão entre Carnaby Street e Portobello com uma grande dose de techno tribal.


Missoni - outono 2018 - Instagram
 
Nenhuma outra marca é capaz de criar tecidos naturais tão variados como a Missoni, cuja seleção de materiais para esta temporada é de uma beleza esmagadora.
 
Ikats desbotados, tweed de Donegal, patchwork de espiga, malha de futurista lurex; pele de cordeiro sintética e mohair. Os retângulos coloridos de Rothko presentes em blusas de mohair largas e casacos de estilo hippie foram especialmente destacados.
 
Todos atraíam luz num espaço industrial com passarelas de cimento cobertas de poças de água. De certa forma, a Missoni representa uma roupa casual de maior qualidade (e geralmente a mais cara) na moda. Uma espécie de estilo despreocupado pouco acessível. Adicionem-se os pontos multicoloridos ou as capas de estilo spiderweb e temos um desfile de moda ousado, um dos pontos fortes da casa nos últimos anos.

"Estamos num momento de fusão de culturas, e foi isso que fizemos nesta coleção", disse Angela numa apresentação antes do desfile, descrevendo o seu trabalho com grande precisão.
 
É impossível não aplaudir o seu casting. Num momento em que o sentimento anti-imigração está a crescer na Europa, esta foi a passarela de maior mescla racial na Europa.

Todos estavam incríveis com os seus casacos St Andrews de patchwork; os casacos de ikat balinês e os casacos de cricket de aparência escura que pareciam tweed, mas na verdade eram caxemira.
 
Foi um excelente exemplo de uma empresa familiar que mantém os olhos e mentes bem abertos na Europa quando tantos políticos querem fechar as fronteiras a outros povos e culturas. A moda como declaração de tolerância.

Traduzido por Isabel Pimentel

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