Momad Metrópolis termina a sua quarta edição com 13 mil visitantes

A Momad Metrópolis encerra a sua edição de verão com uma ligeira diminuição na participação. Em pleno final do período de férias, no passado fim de semana a feira reuniu nos pavilhões 12 e 14 da Ifema – Feria de Madrid 410 expositores diretos e cerca de 900 marcas de moda e acessórios, que apresentaram as suas coleções para a primavera-verão 2018 e outono-inverno 2017.

A Momad duplicou o número de empresas nesta edição, em comparação com a anterior - Momad Metrópolis Facebook

Apesar do adiantado das datas, a quarta edição da feira mantém-se estável comparativamente a setembro de 2016, com mais de 13 mil visitantes, em comparação com os 13.642 profissionais que participaram no ano passado e os quase 15 mil que assistiram à edição de fevereiro.
Os expositores perderam a afluência extra que trouxe em edições anteriores a coincidência de datas com a Intergift, a Bisutex e a MadridJoya, que este ano acontecem entre 20 e 24 de setembro. Uma ausência lamentada também por alguns dos visitantes.
No ano passado, a segunda edição da Momad Metrópolis realizou-se em setembro em paralelo com a Intergift, a Bisutex, a MadridJoya e também com a Momad Shoes, o que elevou a presença de visitantes na Ifema acima das 18 mil pessoas.
O decréscimo quantitativo foi compensado, de acordo com a organização da feira, com uma melhoria na intenção de compra por parte dos profissionais. Jaime de la Figuera, diretor da Momad Metrópolis, avalia positivamente o que considera um avanço qualitativo do evento.  
“Definimos um formato mais compacto, com uma setorização melhor, e conjugámo-lo com uma zona exterior importante, na qual conciliámos a passarela e a restauração. Afinal, as pessoas não vêm cá apenas para comprar, mas também para usufruir de certas experiências”, disse De la Figuera à FashionNetwork.
Cerca de 50 compradores internacionais estiveram presentes no evento, entre os quais se destacam representantes de grandes armazéns de referência, como a mexicana Liverpool ou a francesa Galeries Lafayette.
Um número menor do que noutras ocasiões, embora algumas marcas participantes partilhem a perceção de uma melhoria no ambiente comercial do salão. “Antes o comprador vinha mais receoso e isso está a mudar”, diz Javier Simorra referindo-se à recuperação do consumo que aconteceu na indústria. Não obstante, a empresa catalã acredita que continua a faltar participação na feira.  
Empresas como a Mamatayoe, há anos fieis ao salão de Madrid, atribuem por seu lado a diminuição de visitantes às datas escolhidas e destacam outros benefícios que a participação na Momad Metrópolis traz a empresas da sua dimensão.
No seu stand no pavilhão 12 da Ifema, a marca asturiana valorizou o evento à FashionNetwork. “A feira está a ser mais tranquila do que noutras edições, mas o comprador que vem é de qualidade e temos tido clientes do Japão, França ou Costa Rica. Estamos felizes porque viemos com outros objetivos, intangíveis. Não tanto para fechar encomendas, mas para apresentar a coleção e trocar opiniões com o mercado”, comentou a empresa.
À procura desses objetivos intangíveis chegam à Momad marcas jovens como a Coolligan, que se estreava numa feira e desfilou pela primeira vez na passarela Momad Catwalk, juntamente com outras 50 marcas. Outras, como a sevilhana Anuscas Family, especialista em acessórios e com uma longa trajetória em reutilização têxtil, foi testemunha do aumento de protagonismo do segmento de moda sustentável na feira.

Quarta edição da Momad Metrópolis - Momad Metrópolis

Nesta edição, o salão duplicou o número de empresas presentes na área comercial, bem como as atividades paralelas relacionadas com este nicho em crescimento, coordenadas pela plataforma Slow Fashion Next.
Além de uma área específica de exposição, a quarta edição da Momad Metrópolis incluiu oficinas, mesas redondas e exposições, com a presença de empresas de renome como El Naturalista, Ecoalf ou Skunkfunk. “É a única feira que, não sendo especificamente de moda sustentável, dá visibilidade à moda sustentável”, disse à FashionNetwork Mikel Feijoó, fundador da Skunkfunk. “Foram permeáveis à mensagem”, realça o responsável da empresa basca.
Um compromisso que ainda enfrenta desafios. “É necessário que todas as feiras comecem a dar espaço à moda sustentável e algumas estão a fica para trás”, comenta Gema Gómez, fundadora e diretora da Slow Fashion Next.
Jaime de la Figuera considera que o balanço da edição que agora chega ao fim ajudará a perceber como o evento pode crescer no futuro e facilitará esse crescimento. “Trabalhámos durante anos para nos aproximarmos não só dos expositores, mas também das lojas que nos visitam, melhorando a comunicação, a forma de interagir com elas e as propostas que lhes fazemos quando vêm. Atualmente, o comprador encontra de forma mais correta e fácil os diferentes setores que representam as propostas de moda da Momad e isso ajuda a que a nossa relação com ele melhore”, conclui De la Figuera.
Nesse sentido, a organização da Momad Metrópolis quer continuar a avançar e, de olhos postos no futuro imediato, o salão continuará a apostar na criação de um espaço diferenciado para a moda sustentável e, como novidade para a próxima edição, uma área específica para a moda masculina como estilo de vida, segmento cuja representação no passado fim de semana já registou um aumento no número de empresas presentes na Ifema.
Além disso, De la Figuera já avançou que a feira está a trabalhar num projeto de digitalização para ajudar as lojas neste processo.
Uma vez encerrada a quarta edição, o salão avançou as datas para o próximo ano. A próxima feira acontece de 2 a 4 de fevereiro e a edição de verão realiza-se de 7 a 9 de setembro de 2018.
 

Traduzido por Estela Ataíde

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