Pitti Uomo 92 abre com otimismo

Apesar do forte calor de 34 graus à sombra, o Pitti Uomo abriu sua nova temporada  em Florença em alto nível. O evento, que acontece de 12 a 16 de junho, é fundamental para ditar as tendências de moda masculina, e conta com 1.231 expositores (546 de fora da Itália, representando 44,3% do total) para apresentar suas coleções.

Claudio Marenzi (à esquerda), presidente do Pitti Uomo, durante a cerimônia de abertura da feira. - Pitti Immagine studio Nonamephoto

Cerca de 245 marcas estão estreando ou retornando ao evento nesta 92ª edição, que deverá atrair mais de 30 mil visitantes, incluindo cerca de 20 500 compradores, dos quais 8,400 são do exterior. Este ano, o evento está sendo presidido por Claudio Marenzi pela primeira vez, que assumiu o comando após a saída de Gaetano Marzotto, em março.

A abertura do evento, no Palazzo Vecchio, contou com a presença de todas as autoridades locais de Florença e membros da indústria da moda. A feira, juntamente com outros eventos organizados pela Pitti Immagine ao longo do ano, movimenta 392,2 milhões de euros na cidade durante o ano. Os palestrantes enfatizaram mais uma vez a necessidade da moda italiana manter a coesão entre seus diferentes setores e realidades, e que Pitti Uomo muito importante para criar sinergias com a Semana de Moda de Milão. 

"A combinação de todas as nossas diferenças pode nos dar uma enorme vantagem competitiva", comentou o subsecretário do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Ivan Scalfarotto. "Possuímos toda a expertise necessária em toda a cadeia de produção. Mas devemos ter cuidado para não descansar em nossos louros", completou.  A indústria italiana precisa alavancar sua "criatividade, inovação e pesquisa".

"Aqui na Itália, a moda não é uma atividade qualquer", acrescentou o novo presidente do evento, Claudio Marenzi. "É acima de tudo uma indústria que representa 50% do superávit comercial italiano e mais de 40% de toda a produção de moda na Europa "

Com essas mensagens, a atmosfera da feira é de otimismo, principalmente com as previsões de 2017 para a indústria da moda italiana que são promissoras, após um 2016 que superou as expectativas. No ano passado, a indústria da moda italiana alcançou vendas totais de 9 bilhões de euros, um aumento de 1,2% em relação a 2015 (apenas um aumento de 0,9% foi previsto em janeiro passado). Os números são parte de um estudo da SMI (Sistema Moda Italia), publicado para coincidir com a abertura do Pitti Uomo.

Como sempre, a moda masculina italiana foi alimentada por exportações (+ 2,4%, para 5,8 bilhões de euros). 2016 teve alguns pontos fracos, como as vendas de roupas masculinas italianas na França, o maior mercado da Itália, abaixo de 17,6%. O quarto maior mercado de exportação, os Estados Unidos, caiu 8,7%. A Ásia, por outro lado, mostrou uma dinâmica mais forte, com as exportações saltando 14,9% em Hong Kong, 12,5% no Japão, 5,3% na China e 8,2% na Coréia do Sul.

As vendas de vestuário masculino na Itália caíram novamente (-2,2%), mas esse declínio está desacelerando em relação aos anos anteriores. O estudo também revelou que a produção masculina da Itália está finalmente se estabilizando, ganhando 4,56 bilhões de euros em 2016 (queda de -0,3%), após dois anos consecutivos de declínios acentuados.

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