Pitti Uomo 93 conquista os compradores

O salão Pitti Uomo, dedicado ao prêt-à-porter masculino, cuja 93ª edição decorreu em Florença de 9 a 12 de janeiro, termina mais uma vez com um balanço positivo. Pode mesmo falar-se de um blockbuster, remetendo para o tema desta edição de inverno: o cinema. A Fortezza da Basso e os seus 60 mil metros quadrados receberam mais de 36 mil visitantes, dos quais quase 25 mil eram compradores (um aumento de 2,5% em comparação com a edição de janeiro de 2017), que descobriram as coleções outono-inverno 2018/19 dos 1230 expositores.


Pitti Uomo 93 - Photo: collective AKAstudio

O número de compradores estrangeiros aumentou 4%, ou seja, 9200 pessoas no total, com fortes aumentos em alguns países, nomeadamente Coreia (+14%), Rússia (+31%), Holanda (+15%) e Áustria (+8%), mas também com evoluções significativas para o Japão (+3%), França (+3%), Estados Unidos (cujo número de lojas representadas na Pitti aumentou 20%) e Portugal. Também estiveram presentes países chegados mais recentemente ao salão, como México, Austrália, Brasil e Índia, bem como a Noruega e o país convidado desta edição, a Finlândia. A organização sublinhou ainda a representação significativa de compradores do Leste Europeu (da Polónia, cujo número de compradores duplicou, República Checa, Hungria, Roménia, Bulgária e Eslováquia) e de países dos Balcãs, como Sérvia, Eslovénia, Croácia e até mesmo Estónia. A presença dos compradores italianos, os mais numerosos, também aumentou (+1,5%), ultrapassando os 15 mil.
 
De acordo com Raffaello Napoleone, CEO do organizador Pitti Immagine, os motivos deste crescimento estão na pesquisa, inovação, excelência de fabrico e na qualidade da criação, que fazem da Pitti Uomo uma referência incontestável nos eventos consagrados à moda masculina. Uma opinião partilhada pelas várias marcas que a FashionNetwork.com visitou. Todas expressaram a sua satisfação com a energia que se sentiu durante o salão e, claro, com os muitos compradores que marcaram presença. Entre estes, lojas multimarca, grandes armazéns e sites internacionais de comércio eletrónico.
 
Pitti people no Pitti Uomo 93 - Photo: Elena Passeri - FashionNetwork.com

“Regressámos ao Pitti Uomo após uma ausência de sete anos. O balanço é extremamente positivo, tendo mesmo ultrapassado as nossas expectativas”, disse Paolo Roviera, CEO da marca italiana Corneliani, presente nesta edição com dois stands. “Para uma marca como a nossa, o Pitti é ideal para nos apresentarmos por dois motivos: a história e o desejo de inovação do salão. Muito mais eficaz do que um desfile tradicional”, concluiu. “No primeiro dia, os visitantes eram principalmente de Itália, mas depois a maioria dos compradores eram asiáticos ou norte-americanos, mas também europeus. Mais uma vez, o Pitti provou que mesmo uma marca bastante conhecida pode encontrar novos clientes.”
 
Além de ser um ponto de encontro dedicado à moda, o Pitti é também considerado o local ideal para fazer negócios, ponto sobre o qual todas as marcas entrevistadas pela FashionNetwork.com estavam de acordo: da Lardini à Paul & Shark, passando pela Piquadro, Doria 1905, Paoloni, Harmont & Blaine, Fratelli Rossetti, Colmar e WP Lavori in Corso.

Pitti Uomo 93 - Elena Passeri fashionNetwork.com

E não apenas para o prêt-à-porter masculino. Alguns expositores, como a GeoSpirit (grupo Peuterey) ou a Moon Boot, levaram também para Florença as suas coleções femininas. “Atualmente, toda a esfera da moda marca presença no Pitti e a tendência atual é a moda mista e unissexo. Ninguém ficou surpreendido por não encontrar nenhum artigo masculino no nosso stand da Moon Boot”, disse Tommaso Brescianini, diretor de vendas mundiais e de marketing do grupo Tecnica, proprietário da histórica marca de calçado de montanha e après-ski. “Estamos muito satisfeitos com o crescente número de compradores italianos e o interesse demonstrado pelos compradores estrangeiros, especialmente da Europa.”
 
Além do salão em si, o Pitti Uomo 93 incluiu uma série de eventos especiais, celebrações e apresentações, bem como uma infinidade de iniciativas para promover marcas emergentes e jovens criadores. “Começou em Florença, e da melhor maneira possível, uma nova era da moda internacional”, disse Raffaello Napoleone.

Traduzido por Estela Ataíde

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