Puma: aumento nas vendas, mas recuo no mercado de ações

Na quinta-feira, a Puma ficou para trás no mercado de ações após a publicação dos seus resultados trimestrais. Os investidores avaliaram como dececionante o facto de a marca alemã não elevar a sua previsão de lucro para o ano inteiro. Apesar de Bjorn Gulden, CEO da marca, ter sublinhado as incertezas relacionadas com a volatilidade das taxas de câmbio e com as tensões comerciais internacionais, por volta das 08h30 GMT as ações da Puma cederam mais de 3% à Bolsa de Valores de Frankfurt, após terem perdido até 7% e atingido um mínimo de dez semanas nas primeiras transações.


Griezmann foi um dos pontos fortes da Puma durante o Campeonato do Mundo de futebol​ - Puma

No entanto, a Puma registou novamente um crescimento de dois dígitos, com um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, a taxas de câmbio constantes, para 1.049 mil milhões de euros (+ 8% em base reportada), reivindicando um crescimento de dois dígitos em todas as regiões e categorias de produtos. O seu resultado operacional aumentou 33% para 58 milhões de euros.

Graças ao seu desempenho no segundo trimestre, o grupo aumentou ligeiramente os seus objetivos de volume de negócios para o ano inteiro, mas os investidores esperavam um novo aumento nos lucros.

A Puma manteve inalterada a sua meta de 310 a 330 milhões de euros para o resultado operacional e, após ter em conta as variações cambiais, elevou a do crescimento do volume de negócios para entre 12% e 14%, contra 10% a 12% anteriormente.

Os resultados são um pouco dececionantes, tendo em conta as fortes expectativas do mercado e a cautela do grupo no segundo semestre, comentou a corretora Baader Helva.

No primeiro semestre do ano, as vendas da Puma atingiram os 2,180 mil milhões de euros, uma subida de 18,3% em relação a 2017. As vendas diretas da marca subiram 23,7% para 490 milhões de euros. Com uma participação de 22,5% de toda a atividade da marca, comparado com 21,8% no ano anterior. O resultado operacional foi de 113,6 milhões, um aumento de 49,6% em relação ao ano passado.

Segundo Bjørn Gulden, o Campeonato do Mundo da FIFA teve um efeito positivo e o lançamento de novas camisolas para os clubes patrocinados pela marca, AC Milan e Olympique de Marseille, realçou o compromisso do grupo com o futebol. E, embora as seleções nacionais de futebol presentes na Rússia equipadas pela Puma não tenham brilhado, o francês Antoine Griezmann e o belga Romelu Lukaku, respetivamente o segundo e terceiro melhores marcadores do Campeonato do Mundo de 2018, usaram chuteiras Puma.

Além do futebol, a Puma anunciou recentemente a revitalização da sua oferta de basquetebol, confiando a "direção criativa" a Jay-Z.

O lançamento de novos equipamentos para basquetebol e de novas parcerias com jogadores foram bem recebidos pelos fãs e distribuidores, acrescentou Bjørn Gulden no comunicado. A Puma anunciou no mês passado que o rapper Jay-Z será o seu diretor artístico para o basquetebol, um desporto que o grupo considera fundamental para consolidar a sua posição no mercado norte-americano.

Com a Reuters

Traduzido por Estela Ataíde

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