Quebramar vai passar a falar com sotaque brasileiro

A assembleia de credores da Quebramar aprovou a proposta de recuperação da empresa apresentada por dois investidores brasileiros –  Cláudio Hebar Laranjeira e Mauricio Espíndola Dias –  que se comprometeram a manter 150 postos de trabalho e a pagar créditos no valor de 23,3 milhões de euros, no essencial (22,7 milhões) detidos pelo Novo Banco.


Fernando Silva e Sousa, administrador da insolvência, considerou o plano de viabilização apresentado pela dupla brasileira como a única via para manter sustentável a operação de retalho da Quebramar, atendendo ao factor dos investidores serem “um parceiro estratégico com capacidade financeira, conhecimento e know how no setor”.

A marca de vestuário do grupo Lanidor tem mais de 30 milhões de euros de dívidas acumuladas e está em insolvência, depois do Processo Especial de Revitalização a que se submeteu, em abril de 2016, ter fracassado.

Com cerca de 30 lojas e três milhões de euros de prejuízos acumulados só nos últimos dois anos, a Quebramar foi criada em 1989 por Gonçalo Esteves que se associou, dez anos depois, ao grupo Regojo.

Em 2003, contava com 22 lojas em Portugal e duas em Espanha, faturava 20 milhões de euros e planeava abrir 70 lojas no país vizinho no espaço de quatro anos. Em 2016, faturou 14,7 milhões de euros, tanto como em 2002.

De acordo com o plano apresentado no Tribunal de Santo Tirso pelos novos donos brasileiros, a Quebramar “que se desenvolvera num período de prosperidade económica e cuja expansão acelerada ocorrera num panorama de margens elevadas, não estava preparada para um ceando de crise económica, apresentando uma estrutura e custos demasiado pesados e desajustados”.

A entrada, em 2011, no seu capital da PME Capital Growth e da Lanidor revelou-se insuficiente para inverter a situação que atirou a cadeia para a insolvência.

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