Revlon continua com queda nas vendas, especialmente na América do Norte

O grupo de cosméticos Revlon Inc., sediado em Nova Iorque, divulgou na quinta-feira (10) os seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre encerrado a 31 de março de 2018. A empresa registou perdas crescentes devido à queda nas vendas da marca Revlon, em especial, na América do Norte e no seu segmento de fragrâncias.


A Elizabeth Arden foi um raro ponto alto no primeiro trimestre - Instagram: @elizabetharden
 
O prejuízo líquido no período foi de 90,3 milhões de dólares, comparado a um prejuízo líquido de 37,4 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2017, enquanto as vendas líquidas totalizaram 560,7 milhões de dólares, abaixo dos 594,9 milhões de dólares registados no mesmo período do ano anterior.
 
A queda nas vendas foi particularmente notável ​​​​no segmento de fragrâncias da empresa, que teve uma redução de 16%, passando de 108,8 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2017 para 91,4 milhões de dolares. Esta queda ocorreu, em parte, devido à perda de algumas licenças em 2017, bem como às fracas vendas de fragrâncias de marcas licenciadas como Juicy Couture e John Varvatos.
 
O portfólio da Revlon, que inclui marcas como Almay, Cutex e American Crew, também viu as vendas caírem 8,3%, de 146,6 milhões para 134,5 milhões de dólares. O principal segmento da Revlon também não se saiu bem e registou um declínio de 6% nas vendas, para 229,1 milhões de dólares, com redução na venda de cosméticos coloridos e tintas para cabelos.

A marca Elizabeth Arden, por outro lado, foi um raro ponto alto no trimestre, com crescimento de 10% nas vendas para 105,7 milhões de dólares, ante a 95,7 milhões de dólares no primeiro trimestre de 2017, impulsionado pela demanda na China.
 
Por região, as vendas da Revlon caíram 11,9% na América do Norte, mas subiram ligeiramente (1,5%) no mercado internacional.

Os resultados do primeiro trimestre também foram impactados negativamente por uma redução de 20 milhões de dólares relacionada com a implementação de um novo sistema de TI na fábrica da empresa em Oxford, na Carolina do Norte, que agora retomou a capacidade normal de produção.

“O nosso resultado trimestral continuou a refletir os desafios que a empresa enfrenta no atual ambiente massivo de retalho e beleza dos Estados Unidos”, disse Paul Meister, vice-presidente executivo do conselho, num comunicado. "Embora as nossas vendas internacionais tenham permanecido fortes, estamos a impulsionar agressivamente a mudança e a inovação nas nossas marcas, produtos e processos de vendas para enfrentar estes desafios de frente."
 
A empresa anunciou recentemente que pretende ter um total de 140 lojas na Índia até ao final do ano, uma estratégia de expansão no mercado em desenvolvimento que poderia ser uma jogada inteligente se a empresa continuar a apostar na demanda internacional para compensar o declínio das vendas na América do Norte.

Traduzido por Novello Dariella

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