Riopele quer facturar 40 a 50 milhões na Índia

A Riopele está a negociar com um parceiro indiano a criação de uma joint-venture naquele país para a produção de uma linha de baixo custo, com produtos equivalentes aos que fabrica em Portugal. A ideia, esclarece José Alexandre Oliveira, é poder responder à procura de preços mais baixos e não deixar fugir os clientes para os quais tem actualmente dificuldade em ter produto ou em ter preços.


Não está ainda definida a repartição do capital da nova empresa que vai nascer em território da Índia, mas o presidente da têxtil de Pousada de Saramagos admite que não deverá ter uma participação maioritária. “O importante é ter lá a pessoas certas”, disse ao jornal ECO, adiantando que haverá um período inicial de crescimento, mas que dentro de cinco anos a empresas deverá facturar 40 a 50 milhões de euros.

Há cerca de seis anos que a Riopele está no mercado da Índia, tendo constituído uma empresa própria na região de Jaipur com a qual deverá, à partida, formalizar a participação na joint-venture. Também com o grupo com o qual está a negociar tem já uma parceria que dura há 4 anos e o namoro para este novo projecto vem já de há algum tempo atrás, estando agora a ser ultimados os acordos para a criação formal da nova empresa, que deverá ser constituída segundo as leis indianas.

Para esta terça-feira (3 de Outubro) está prevista a visita a Famalicão dos parceiros indianos, com o objectivo de fechar o plano para os cinco primeiros anos de actividade. José Alexandre Oliveira garante que a Riopele vai continuar a trabalhar da mesma forma e a exportar para os mesmos mercados onde hoje está presente, e que a produção na Índia em nada interferirá com aquilo que é actualmente feito em Pousada de Saramagos.

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