Têxtil e vestuário na linha da frente das exportações

O têxtil e vestuário é um dos sectores que mais têm contribuído para o crescimento das exportações, que até 2025 devem valer mais de metade do PIB português. “O crescimento vai centrar-se nos sectores do têxtil e vestuário, calçado, da metalomecânica, agroalimentar e mobiliário”, aponta o presidente da AEP, Paulo Nunes de Almeida.


Em declarações ao jornal Dinheiro Vivo, o líder da Associação Empresarial de Portugal diz que “as exportações, a par com o investimento, vão continuar a ser o motor que vai puxar pela economia” e que o ano de 2018 vai ajudar às contas. O têxtil e vestuário é um dos sectores em que Portugal “tem demonstrado uma capacidade competitiva acrescida nos últimos anos”, sustenta o dirigente associativo.

O prognóstico é que as vendas para o estrangeiro podem representar metade do PIB português já em 2025. “Acreditamos que, a médio prazo, a intensidade exportadora poderá mesmo atingir 50% do PIB. É um desafio grande mas também é um desígnio que mobiliza todos, desde as associações empresariais até às próprias empresas, que estão hoje muito vocacionadas para os mercados internacionais. E as perspectivas para a economia mundial levam-nos a acreditar que 2018 vai ser um bom ano”, vaticina Nunes de Almeida.

Os últimos dados do INE confirmam a tendência. Só em Outubro, as exportações nacionais aumentaram 11,8%, e nos primeiros 10 meses de 2017 ultrapassaram os 45 mil milhões, mais 4,4 mil milhões (+10,8%) que no mesmo período de 2016. O ano deve fechar na casa dos 55 mil milhões, o que a somar às receitas do turismo passará já dos 43% do PIB.

Quanto ao sector têxtil e vestuário, deverá fechar como o melhor ano de sempre com exportações acima dos 5,2 mil milhões de euros.

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