Trimalhas antecipa um ano meta das exportações diretas

A Trimalhas atingiu no primeiro trimestre a meta de exportações diretas (40% das vendas) que tinha fixado para 2019, na sequência da aposta na intensificação da sua internacionalização, um dos esteios da nova estratégia que consiste em privilegiar a rentabilidade ao volume e trabalhar cada vez mais com o cliente final.


Fechar o ano com um volume de negócios de 17 milhões de euros e fazer um milhão de resultados líquidos são outros objetivos quantificados pela Trimalhas, empresa fundada em 2002 por Antonino Pinto, um gestor com 64 anos de idade e 54 anos de experiência na industria têxtil.

“A minha preocupação atual não é vender muito, mas ganhar mais”, resume Antonino, que debutou na industria aos 10 anos, ajudando o pai, José Armindo Sousa Pinto, “um empresário superinteligente” que teve vários negócios têxteis – e quase duas dúzias de filhos, dos quais 15 sobreviverem.

Antes de em 2002, “um ano de crise tremenda”, se ter aventurado a fazer o seu caminho, criando a Trimalhas, Antonino trabalhou por conta de outrem, num projeto de tecelagem, e com Joaquim, o mais velho dos seus irmãos, na Vilartex.   

Balenciaga é um dos nomes mais recentes na carteira de clientes desta empresa (onde já constavam marcas como a Mango, Massimo Dutti e Purificacion Garcia), que no biénio 2015/17 investiu cinco milhões de euros em modernização e aumento da capacidade instalada –  um novo pavilhão, compra de teares circulares, remodelação de escritórios, novo laboratório, etc. 

“A modernização não foi só nos equipamentos, mas também na organização, layout industrial e métodos de trabalho, explica Antonino, orgulhoso de ter uma empresa verde e amiga do ambiente (“Reciclamos tudo, o aço, o óleo, o plástico …”) e de proporcionar boas condições de trabalho aos seus colaboradores.   

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