Valérius quer comprar ativos da Ricon

O administrador da insolvência da Ricon, Pedro Pidwell, revelou esta quinta-feira o interesse da empresa têxtil Valérius em adquirir os ativos da Ricon. Essa possibilidade foi também confirmada por Alfredo Castanheira, responsável pela comunicação da Valérius, tendo já decorrido uma reunião com os trabalhadores da Ricon.


Num primeiro momento, a SIC Notícias avançou que a Valérius estaria interessado em contratar cerca de 200 trabalhadores da ex-Ricon, com quem terá inclusive reunido esta manhã. Pedro Pidwell, que se recusou a fazer grandes comentários sobre o tema, acabou por dizer que “há uma manifestação de interesse por parte da Valérius nos ativos da Ricon, mas estamos numa fase muito preliminar para dizer algo sobre o tema”.

Frisou ainda que “foi pedida uma autorização para reunir com ex-trabalhadores mas, de resto, não há mais nada”. Questionado sobre se a Valérius quer comprar todos os ativos, ou apenas uma parte, Pidweel adianta que “tudo depende do preço. É como digo: todos os cenários estão em aberto”.

Esta versão do administrador da insolvência da Ricon foi confirmada ao jornal electrónico ECO pelo responsável de comunicação da Valérius, Alfredo Castanheira, que adiantou mais pormenores: “Os cenários estão todos em aberto, o que quisemos fazer ao reunir com os trabalhadores foi adiantar alguns desses passos e perceber se estes estariam disponíveis para o projeto”.

Alfredo Castanheira refere que foram feitos alguns contactos junto de clientes no sentido de perceber se seria possível, com algum esforço comercial, avançar com a intenção. Uma intenção que saiu reforçada após esses contactos.

Sem adiantar em que ativos em concreto está a Valérius interessada, o responsável de comunicação do grupo têxtil diz que “o objetivo é aproveitar a capacidade produtiva da Ricon e o ideal  seria instalar as pessoas nas próprias instalações da Ricon, como é que isso se vai processar, veremos. Mas por nós poderia ser já amanhã”.

Criado há dez anos, o grupo Valérius exporta praticamente a sua produção, trabalhando para marcas como a H&M, a Moschino, a Max Mara e a Coach. Segundo o site do grupo, o volume de negócios em 2017 ascendeu a 35 milhões de euros.

Com um a dívida superior a 32 milhões de euros, a Ricon que entrou em liquidação no final de janeiro, lançando para o desemprego perto de 800 pessoas.

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