Vendas de roupa desportiva e infantil disparam

Estes dois segmentos estão em trajetória ascendente nas receitas do comércio internacional de vestuário, de acordo com o mais recente relatório da Euromonitor International. A Internet já pesa 16% nas vendas mundiais de vestuário e calçado.


Os segmentos de vestuário de desporto e de criança foram os que mais subiram em termos de vendas no ano passado e deverão manter-se como um motor de crescimento pelo menos até 2022. Estes dados foram revelados por um estudo da Euromonitor International, que também aponta para um aumento de 4% nas vendas a retalho mundiais de vestuário e calçado em 2017, para 1.696 biliões de dólares (1.378 biliões de euros).

Dentro desta categoria, a mais expressiva é a roupa para senhora, com vendas globais de 642 mil milhões de dólares (521 mil milhões de euros), seguida pelo vestuário masculino, com 419 mil milhões de dólares (340 mil milhões de euros).

No entanto, tanto a roupa desportiva como infantil, com vendas globais de 300 mil milhões de dólares (248 mil milhões de euros) e 159 mil milhões de dólares (129 mil milhões de euros) respetivamente, conseguiram assegurar o maior crescimento numa base anual.

No caso do vestuário de desporto, o aumento foi de 6,8% entre 2016 e 2017. O segmento criança registou uma subida de 6,2%.

«O sucesso da moda rápida tem sido quase universal, graças a cadeias de aprovisionamento eficientes e a economias de escala, que têm permitido às marcas vender produtos de design a baixo custo», afirma Kseniia Galenytska, analista da Euromonitor.

Uma das marcas mais bem-sucedidas neste segmento tem sido a H&M, segundo o relatório, que assinalou o crescimento «agressivo» da retalhista em mercados para além do seu mercado principal, a Europa Ocidental.

Identidade em risco

A Euromonitor alerta, no entanto, para uma perda de identidade e estilo pessoal com a expansão deste género de produtos e adianta que os millenials já estão a tentar procurar outro tipo de moda, mais personalizada.

«As marcas da indústria da moda já estão a oferecer produtos personalizados aos consumidores e procuram entregar soluções personalizadas e em grande escala», refere a Euromonitor.

A consultora também revela que as vendas online já pesaram 16% no total global de vestuário e calçado em 2017, um aumento de 10 pontos percentuais face a 2012. E as previsões apontam para um total de 20% em 2021. Os consumidores não usam a Internet apenas para fazer compras diretas, mas também para pesquisar e comparar produtos.

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