Vilarinho aposta no serviço expresso

Rapidez, preço competitivo e pequenas quantidades – são estes os três vetores de uma das mais recentes investidas da produtora de tecidos Vilarinho, que tem vindo a oferecer aos clientes um “serviço expresso” de artigos clássicos.


«Criámos, há relativamente pouco tempo, um serviço expresso, que não tem diretamente a ver com a coleção. São alguns artigos clássicos, básicos, que temos em produção permanente e dos quais mantemos um stock permanente», revela o diretor comercial da Vilarinho, Sérgio Penetra, na edição de novembro do Jornal Têxtil.

Apesar de o serviço estar disponível já há um par de anos, apenas agora começa a consolidar-se dentro da oferta da especialista em tecidos para camisaria. «Teve de se criar no cliente a ideia de que a Vilarinho tem este serviço», sublinha o diretor comercial da Vilarinho, cujo efetivo ultrapassa já as 100 pessoas.

O serviço expresso da Vilarinho responde a encomendas a partir dos 50 metros e garante entregas em 24 ou 48 horas de popelinas clássicas e Oxford’s, para citar algumas das clássicas tramas e teias cruzadas pela produtora.

«São mínimos de 50 metros, com um preço interessante e tem tido bastante sucesso.

Já representa na Vilarinho uma percentagem muito interessante das vendas», afirma Sérgio Penetra, realçando que esta aposta permite que a empresa tenha um «contacto quase diário com muitos clientes». «Muitos nem compram a coleção, mas compram o serviço expresso», acrescenta.

Os clientes da Vilarinho recebem um catálogo com os tecidos da coleção, com as diferentes cores disponíveis e, a qualquer momento, podem fazer a encomenda.

O serviço expresso, que arrancou com «meia dúzia de referências», conta hoje com mais de 20 e, todos os anos, recebe novos desenhos. «Claro que têm de ser coisas básicas, clássicas, é um produto para todo o ano e para durar dois, três, quatro anos», explica Sérgio Penetra.

A ideia da empresa, com uma capacidade produtiva de 400 mil metros mensais e que responde internamente aos processos de tecelagem e tinturaria em fio, não é nova à escala europeia, mas é pioneira em território nacional, acredita Sérgio Penetra. «Creio que somos a única empresa na área da camisaria que dispõe deste serviço em Portugal», admite.

O mercado número um da especialista em tecidos é os EUA, com Espanha e França em destaque dentro do continente europeu. «Depois, temos a Ásia, onde temos agente em Hong Kong, temos clientes na Austrália e na África do Sul e agentes em praticamente todos os países da Europa», adianta o diretor comercial sobre o mapa de exportação da Vilarinho, que absorve aproximadamente 70% da produção da empresa.

Os mercados alemão e americano estão agora na mira da Vilarinho –, o primeiro, porque ainda não está «ao nível que gostaríamos», o segundo, porque é «um mercado onde vendemos muito, mas que tem um potencial de crescimento muito grande», aponta o diretor comercial.

A crescer na casa dos dois dígitos «nos últimos seis, sete anos», a Vilarinho promete manter a mesma rota ascendente em 2017. «Seguramente, iremos aumentar as vendas em relação ao ano passado», antecipa Sérgio Penetra ao Jornal Têxtil.

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