Vogue acaba em setembro, pelo menos para a Cofina

A Vogue Portugal despede-se das bancas com a sua edição de setembro, pelo menos para a Cofina, que interrompe assim uma ligação de 15 anos com o grupo Condé Nast, nos termos da qual publicou a edição portuguesa desde revista de moda e lifestyle.

Vogue Portugal

“A Cofina Media continuará a apostar neste segmento, onde detém, entre outras publicações, a Máxima, que é publicada desde Outubro de 1988”, diz a Cofina.

De acordo o Expresso, a Vogue não deverá, no entanto, deixar o nosso mercado já que os direitos da sua versão portuguesa estarão a ser negociados pela Light House, editora responsável pela edição portuguesa da revista masculina GQ.

Na origem do divórcio da Cofina (dona do Correio da Manhã, Jornal de Negócios, Record e Sábado, entre outros títulos) com a Condé Nast estarão os custos do licenciamento da Vogue, considerado muito elevados num momento em que o grupo português de media atravessa um processo de reestruturação numa tentativa de compressão de despesas.
A Cofina fechou o 1º trimestre deste ano com um lucro de 648 mil euros que representa uma quebra de 35,4% face ao resultado liquido conseguindo no mesmo período de 2016.

A divisão de revistas é o segmento mais castigado da atividade da Cofina. No final de março, este segmento registou uma quebra de 24,1% nas receitas de circulação (queda de 2,3 milhões de euros para 1,8 milhões) e de publicidade (descida de 11,3% de 1,2 milhões de euros para um milhão) – e, ainda, acusou um  EBITDA negativo superior a meio milhão de euros (538 mil euros, mais precisamente) que constitui um sério agravamento face aos – 373 mil euros registados no mesmo período de 2016.

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