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Helena OSORIO
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15 de set. de 2021
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​Crocs quer reduzir emissões com novo material de base biológica

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
15 de set. de 2021

A Crocs –  empresa de calçado fundada em 2002, em Broomfield, no condado do Colorado (EUA) – deu o seu primeiro grande passo em direção à meta de emissões líquidas zero, com o lançamento de uma versão biológica do seu material Croslite, que chegará às lojas em 2022.
 

Espera-se que os produtos que incorporam o novo material Croslite de base biológica estejam à venda no início de 2022 - Photo: Crocs


Desenvolvida em parceria com a Dow, a empresa internacional especializada em Ciência de Materiais, a nova Croslite de base biológica é fabricada a partir de resíduos e subprodutos de origem sustentável, transformados através da tecnologia Ecolibrium. A Crocs é a primeira marca de calçado a chegar ao mercado com a tecnologia, que diz oferecer "todo o conforto que se espera da Crocs, mas com muito menos carbono".
 
O material será incorporado nos atuais desenhos e modelos da Crocs, incluindo o seu emblemático clássico, como parte dos esforços para reduzir a pegada de carbono de cada par de sapatos Crocs em 50%. De acordo com a empresa, a decisão de utilizar este novo material nos seus produtos existentes, em vez de criar uma linha sustentável separada, levará a um progresso mais rápido na redução de emissões.

"Ao começar com o nosso produto mais icónico, apoiado por uma solução pioneira no mercado, estamos a dar um passo muito importante no sentido de criar calçado com uma pegada de carbono mais baixa, ao mesmo tempo que tornamos muito mais fácil aos nossos parceiros e consumidores juntarem-se a nós na jornada para emissões líquidas zero", explicou num comunicado de imprensa, Andrew Rees, CEO da Crocs.
 
A Crocs anunciou em julho a sua intenção de se tornar uma marca de emissões líquidas zero até 2030 e a empresa também quer tornar-se 100% vegan até ao final de 2021. De acordo com a própria marca, as suas socas clássicas já têm uma pegada de carbono relativamente baixa de cerca de 3,94 kg de CO2 eq., por par, mas com a chegada do novo Croslite de base biológica espera-se que este valor seja ainda mais reduzido.
 
Além disso, a empresa afirmou que está a procurar alternativas sustentáveis para as suas embalagens e formas de prolongar a vida dos seus clássicos através de algumas iniciativas, tais como donativos liderados pelos consumidores, reciclagem e programas em segunda mão. A Crocs está também em processo de transição para as energias renováveis nos seus escritórios e centros de distribuição.
 
Para o segundo trimestre terminado a 30 de junho de 2021, a Crocs teve receitas de 640,8 milhões de dólares (757,67 milhões de euros), um aumento de 93,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O rendimento líquido trimestral da empresa foi de 319 milhões de dólares (377,18 milhões de euros), ou 4,93 dólares (5,83 euros) por ação diluída.
 

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