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Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
8 de jun. de 2018
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3 Minutos
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2018 promete ser novo ano recorde para o luxo

Por
Reuters
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
8 de jun. de 2018

O apetite dos jovens consumidores chineses e a aceleração das vendas online devem continuar a impulsionar o mercado global de artigos de luxo em 2018, de acordo com o último estudo da Bain & Co/Altagamma, publicado na quinta-feira (7). Após um aumento de 6% em 2017, as vendas de carteiras, relógios e roupas de luxo devem aumentar 8% a taxas de câmbio constantes em 2018, e alcançar um novo recorde de 276 a 281 mil milhões de euros.


Arquivo - REUTERS/Aly Song


“Hoje, o crescimento do mercado é contínuo e saudável, pois é mais impulsionado pelos volumes do que pelos aumentos de preços", declarou Federica Levato, associada da consultoria e coautora do estudo à Reuters. Além disso, as flutuações das taxas de câmbio devem continuar a redistribuir as compras entre as diferentes regiões do mundo, sem realmente afetar o crescimento geral do mercado.

A indústria do luxo é impulsionada pelos “millennials”, com idades entre 18 e 35 anos, que são  atualmente responsáveis por 85% do crescimento da indústria. Esta nova situação obrigou as marcas a adaptarem a sua estratégia de marketing digital, mas também a renovarem a sua oferta com produtos capazes de satisfazer uma clientela ultra-conectada e pouco fiel.

Louis Vuitton, a maior marca de luxo do mundo e principal geradora de lucro da LVMH, Gucci (que pertence à Kering), cujas vendas estão a explodir, e Chanel têm investido fortemente em streetwear, e especialmente em sneakers.

“Os consumidores chineses continuam a ser a força motriz da indústria. São muito sensíveis à moda e muito conectados", diz Claudia d'Arpizio, associada da Bain e responsável pelo estudo.

Consumidores ávidos por moda e acessórios

Os consumidores chineses respondem por um terço do mercado global de luxo, e as gerações mais jovens estão ávidas por moda e acessórios, onde gastam todas as suas economias. Filhos únicos, também recebem apoio financeiro dos seus pais ou avós.

Neste contexto, o "boom" das compras feitas na própria China, já observado há dois anos, deve confirmar-se. Com a redução da diferença entre os preços da China e da Europa, devido às marcas e medidas de Pequim para promover o consumo interno, os consumidores chineses compram cada vez mais no seu país.

Na China continental, o mercado de luxo deverá crescer de 20% a 22% este ano a taxas de câmbio constantes, segundo as previsões da Bain.

O setor também deve beneficiar de uma recuperação em Hong Kong, após anos de lentidão, e de um melhor desempenho nos Estados Unidos, graças à recuperação da confiança do consumidor e à melhoria do turismo.

O luxo também é impulsionado pela ascensão do comércio eletrónico; apesar de as marcas terem aderido ao modelo tardiamente, estas converteram-se em massa ao "omnichannel" (convergência entre lojas físicas e vendas online). As vendas online aumentaram 24% em 2017, passando a representar de 9 à 10% do mercado, e devem chegar a 25% até 2025.

Como em 2017, o luxo deve continuar a ser impulsionado pelo calçado, que se tornou num acessório de moda mais acessível do que outras categorias de produtos, mas também pela joalharia e os artigos de couro.

A Bain espera um crescimento médio anual do mercado de luxo entre 4% e 5% nos próximos anos. O setor pode então atingir de 366 a 390 mil milhões de euros até 2025.

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