A Indústria: a marca que é uma segunda pele

Sem estação do ano, uma marca de homens – e de algumas mulheres «seguras do seu estilo». É assim que Denise Lemos define A Indústria, uma insígnia 100% portuguesa, que acaba de inaugurar um espaço na Embaixada do Príncipe Real, em Lisboa.



Denise Lemos foi durante 12 anos sócia da MUU, «uma marca de malas que muito valorizava a escolha dos materiais e os processos de fabrico artesanais», conta ao Portugal Têxtil a criadora da marca A Indústria. «Quando a Concept Store Embaixada abriu no Príncipe Real, em Lisboa, percebi que era o lugar certo para dar início a uma nova insígnia que unisse várias marcas portuguesas destinadas ao público masculino. E assim surgiu a Linkstore. Ao fim de seis anos, tornou-se claro que o core da marca eram as peças com a assinatura Linkstore. O conceito inicial tinha evoluído, surgindo assim a necessidade de criar um novo nome e uma nova identidade», explica. É deste modo que surge A Indústria, lançada em novembro deste ano.

Denise Lemos explica que a assinatura da A Indústria é «Crafted by hand and heart». A nova marca de acessórios e vestuário masculino «nasceu do conhecimento detalhado e paixão pelos processos industriais e tradicionais de fabrico, pela utilização dos materiais mais puros e pelo gosto de criar peças únicas, confortáveis e cosmopolitas», revela. Segundo a responsável, as peças produzidas «são únicas e não se limitam a uma determinada estação do ano. São pensadas para serem usadas com o conforto de uma segunda pele».

Uma marca onde tudo é criado com matérias-primas de origem europeia e fabricada em Portugal, garante Denise Lemos. «As grandes marcas de moda internacionais escolhem os materiais e as fábricas portuguesas para produzirem as suas peças, nós temos a sorte de já estar em Portugal. Os acessórios em pele com a assinatura de A Indústria são fabricados em Sintra e as peças de vestuário em Barcelos», adianta.

Quanto ao público-alvo, a empresária acredita que, hoje, não faz sentido definir o target como homens dos 25 aos 60 anos, pertencentes a uma classe social média, média alta.

«Atualmente, os targets são definidos através das atitudes e maneiras de estar na vida. A Indústria foi criada para o homem cosmopolita que privilegia a classe, o conforto e o bom gosto. Grande parte dos nossos clientes são estrangeiros que se encantam com o design e materiais portugueses», esclarece. ‘É, definitivamente, uma marca de homens, mas também há mulheres, seguras do seu estilo, que gostam de misturar um vestido com uma mochila assinada pela A Indústria», resume.

O futuro é online

A curto prazo, A Indústria pretende diversificar a gama de produtos criados e fabricados. A médio prazo, tem como objetivo a abertura de outra loja num espaço «com tanta personalidade como o que temos na Embaixada, no Príncipe Real, em Lisboa», revela Denise Lemos.

O canal online é outro dos objetivos para o futuro da insígnia nacional. «Hoje, quem não está presente no mundo digital não está presente no mundo real. Estamos a trabalhar as redes sociais e a desenvolver o nosso site. Os clientes estrangeiros e os portugueses que vivem fora de Lisboa querem continuar a comprar os nossos produtos, sem ser através da loja. O site será lançado em breve», garante a fundadora d’A Indústria.

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