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10 de jul. de 2013
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A feira que gera os melhores negócios para o segmento

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10 de jul. de 2013

No comando da feira que há 45 anos se situa como a mais representativa em termos de lançamentos para a temporada de primavera-verão, Abdala Jamil Abdala, presidente da Francal, conhece bem o mercado brasileiro e suas nuances. Mesmo reconhecendo que o primeiro semestre não foi dos melhores para o setor de calçados e acessórios, ele acredita que a segunda parte do ano – que tradicionalmente é mais positiva – possa ser de bons resultados em vendas. Para alavancar os negócios, é claro, aposta no sucesso desta 45ª Francal.

Exclusivo – Nestes 45 anos de Francal, o cenário econômico brasileiro teve altos e baixos. A produção calçadista também enfrentou uma verdadeira gangorra neste período. Quais foram os momentos mais difíceis?
Abdala Jamil Abdala – A indústria de calçados é um setor importante da economia nacional; é uma indústria de transformação, que lida com bens de consumo e usa mão de obra intensiva. Portanto, qualquer evento interno ou externo que afete a macroeconomia, afeta diretamente o setor. A inflação descontrolada da segunda metade dos anos 1980, as crises internacionais no final da década de 1990 e, mais recentemente, a crise do subprime, que atingiu os Estados Unidos na primeira década deste século, representaram períodos difíceis para a indústria de calçados. Quero destacar também o empreendedorismo dos fabricantes brasileiros que sempre buscaram soluções criativas diante dos desafios e, mesmo com as muitas crises, ainda fazem do Brasil um dos países com a indústria de calçados mais dinâmica do mundo.

Exclusivo – E quais foram as situações mais positivas?
Abdala – Foram muitas também. Destaco especialmente os últimos dez anos. Se, por um lado, não foram muito favoráveis para as exportações – por uma série de fatores que vão desde a política cambial até a crise financeira em destinos importantes do calçado brasileiro –, por outro, o consumo interno esteve aquecido graças à estabilidade econômica e ao aumento do poder de compra da população.

Exclusivo – Como você avalia o momento atual para o segmento?
Abdala – Na nossa avaliação, no primeiro semestre de 2013 a economia não caminhou na velocidade esperada. Nos cinco primeiros meses do ano, segundo a Ablac (Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados), o varejo teve um crescimento de apenas 3%. A expectativa com a Francal é que o varejo cresça entre 5 e 7%.

Exclusivo – Quais as maiores dificuldades do setor hoje?
Abdala – A queda nas exportações – 2012 foi o pior resultado nos últimos 25 anos, de acordo com a Abicalçados – e, também segundo a entidade, o aumento das importações dos países asiáticos – Vietnã, Indonésia e Taiwan – que utilizam o recurso da triangulação para burlar o antidumping contra a China. Há também as importações de partes apenas para montagem no Brasil, vindas da China e até do Paraguai. Nos cálculos da Abicalçados, este mecanismo custou mais de 7 mil postos de trabalho à indústria calçadista nacional.

Exclusivo – Qual é o posicionamento da Francal em relação a expositores de outros países?
Abdala – Enquanto promotora de eventos de negócios, a Francal Feiras não tem restrição a expositores de países que praticam o comércio justo. Nesta edição, por exemplo, temos representantes da Espanha, Portugal e México. O baixo número destes estrangeiros se justifica porque a indústria brasileira tem players suficientes para ocupar todo o espaço da feira e o fabricante nacional sempre terá prioridade na Francal.

Exclusivo – A China e os países asiáticos ainda são uma ameaça?
Abdala – Qualquer país, não só a China, passa a ser uma ameaça na medida em que estabelece a concorrência desleal.

Exclusivo – Qual a sua opinião sobre a antecipação das coleções?
Abdala – Esta é uma dinâmica de mercado que precisa ser alinhada entre fabricantes e lojistas.

Exclusivo – A regionalização de feiras é uma tendência. Como a Francal se posiciona frente a isso?
Abdala – Nos últimos anos, temos observado o surgimento e o crescimento de eventos regionais para o mercado local de calçados. Como o próprio nome diz, são “regionais”, que atendem à demanda específica de uma região, tendo em vista o porte de seus fabricantes e lojistas. Somos da opinião que um setor extremamente importante como é o de calçados nunca vai prescindir de um evento de porte internacional como a Francal.

Exclusivo – Fabricantes dizem que o investimento para participar da feira é alto. O que a Francal faz ou pode fazer para contribuir para a redução dos custos dos expositores?
Abdala – A Francal, preocupada com o Custo Brasil, se esforça para não onerar os expositores, assim como os varejistas de fora de São Paulo, oferecendo pacotes de viagens econômicos, parcelados em até dez vezes sem juros, e toda e qualquer ação que possa minimizar custos.

Exclusivo – A Francal participa das reivindicações e questões relacionadas ao setor. Explique como.
Abdala – A Francal é parceira incondicional do setor, trabalha em prol do crescimento deste mercado e participa ativamente dos movimentos que visam benefícios para a indústria calçadista. A feira representa um dos principais pontos de encontro do setor e envolve fabricantes, lojistas, entidades setoriais e autoridades. Esta reunião permite que várias demandas do setor sejam levadas adiante ou aprofundadas entre os players interessados. Nossa missão é criar um ambiente de negócios favorável e um espaço para que toda a cadeia coureiro-calçadista sinta-se à vontade para conduzir e debater suas questões.

Exclusivo – A Francal é a maior mostra do País para a primavera-verão. A que você atribui esta posição de liderança da feira?
Abdala – Aos 45 anos de bons serviços prestados ao mercado calçadista. À confiança que conquistamos ao longo de mais de quatro décadas, graças à dedicação e qualidade que imprimimos a todos nossos eventos de negócios. Outro aspecto importante é que a Francal é a feira que alavanca os negócios do setor por ser a lançadora oficial da temporada primavera-verão, principal estação brasileira para os negócios da indústria e varejo.

Exclusivo – Nesta edição da feira, qual a expectativa em relação aos compradores estrangeiros?
Abdala – Com o dólar valorizado, a tendência é que a visita de importadores neste ano seja potencializada. É um momento favorável.

Exclusivo – Em relação ao mercado interno, quais são as perspectivas em termos de presença de lojistas?
Abdala – Estamos muito otimistas em relação à visitação de lojistas nesta edição, pois sabemos que a expectativa do varejo de calçados para o segundo semestre é positiva. Tradicionalmente, recebemos lojistas de todos os Estados brasileiros que vêm à Francal para conhecer milhares de lançamentos para a estação mais rentável do mercado.

Exclusivo – Além dos lançamentos em calçados e acessórios, quais são os outros atrativos da mostra? É o encontro do setor?
Abdala – A Francal é, sem dúvida, um dos principais encontros do setor e é a feira oficial dos lançamentos primavera-verão, principal temporada de negócios do ano. Além dos lançamentos e de um ambiente propício aos negócios, a Francal oferece conteúdo de alta qualidade por meio de palestras com temas relevantes do Fórum de Moda & Marketing. No primeiro dia da feira, temos a abertura oficial da Francal, tradicionalmente prestigiada por autoridades das esferas federal, estadual e municipal, além das autoridades de praticamente todos os polos calçadistas do País.

Exclusivo – Deixe uma mensagem para os fabricantes e para os lojistas.
Abdala – Confiança! Esta é a palavra- chave para a realização de bons negócios. A Francal é a feira que gera os melhores negócios para o setor, por isso estamos confiantes no sucesso de mais esta edição.

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