A loja do futuro vende experiências

Os retalhistas estão a apostar em conceitos diferentes para atrair uma multidão de consumidores que quer serviço individualizado e uma experiência para recordar.


As grandes lojas têm os dias contados. E retalhistas como a Target, Best Buy e Kohl’s são um bom exemplo das mudanças no sector, com a redução de tamanho dos espaços físicos que operam e a procura de parceiros para ajudar no negócio.

Os novos consumidores têm cada vez mais escolha e querem tratamento personalizado, o que é complicado em lojas de grande dimensão. A tendência é para os espaços emagrecerem, mas não para desaparecerem. Este foi um dos temas debatidos na conferência Shoptalk, em que, segundo o Retail Dive, foram apresentadas seis tendências para o sector.

Showrooms

O fundador do site Rue La La, Ben Fischman, não acredita em contratos de licenciamento de 10 anos, salientando que as lojas não deverão ser arrendadas por mais de três a cinco anos.

Storytelling da marca

No entanto, o modelo do showroom não serve para todas as marcas. Por exemplo, no segmento das malas, a venda tem que ser imediata. A co-fundadora da marca Away, Jen Rubio, acredita que ter stock no local é essencial para que as lojas da empresa vendam.

A Away é, contudo, uma loja diferente, que tem apenas um produto, o trolley, com várias cores e tamanhos. A loja não é necessariamente sobre o produto, é sobre viagens. Em Nova Iorque o espaço tem um café e uma parede cheia de guias de viagem.

Envolvimento com a comunidade

A canadiana Frank and Oak, com 17 lojas naquele país investiu fortemente no mobile. O fundador Ethan Song vê as lojas como uma forma de publicitar a marca e não propriamente para serem a base da estratégia de vendas da empresa.

Para as marcas digitais que querem apostar no retalho físico, o empresário aconselha que pensem bem no que sabem e não sabem, sobretudo com os primeiros espaços.

Pop ups com um objetivo

Ainda que este conceito de curta duração já seja uma tendência há algum tempo, Ross Bailey, da imobiliária Appear Here, que se especializou neste segmento, defendeu que quanto menor a empresa menos tempo deve manter as pop up abertas.

Um conceito que tinha uma duração de seis meses agora passou para seis dias. O responsável acredita, no entanto, que as marcas precisam de uma presença física nem que seja por pouco tempo, desde que deixe a sua marca.

Serviços

A loja da Nordstrom em Los Angeles tem dado que falar, até porque não tem produtos. No espaço estão alfaiates, bares e áreas para arranjar as unhas. Ou seja, quem aqui se desloca não compra os artigos e sim usufrui do serviço ao cliente e da personalização, consultas grátis com designers.

Para Shea Jensen, responsável por este tipo de experiência na Nordstrom, o objetivo é conseguir novos clientes naquele local em específico, assim como construir lealdade para com a marca, que depois se traduza em vendas.

Hubs de inspiração

Atualmente os consumidores procuram experiências únicas e muitos retalhistas apostaram em conceitos inovadores para as suas lojas. Bridget Dolan, da Sephora, conhece bem os desafios deste conceito.

Quem vai às lojas da Sephora tem necessidades diferentes de acordo com o espírito com que se encontra e, por isso a marca tem três cenários diferentes: inspiração, orientados para uma missão ou paragem rápida. Cada um deles requer um enfoque diferente não só em produtos, mas também em aconselhamento nas lojas e ferramentas digitais.

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