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Estela Ataíde
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22 de ago. de 2022
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Adidas: CEO Kasper Rorsted deixará a empresa em 2023

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Estela Ataíde
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22 de ago. de 2022

Em 2023, a Adidas terá um novo diretor-geral. A 22 de agosto, a marca desportiva alemã, que é número 2 mundial no setor atrás do grupo americano Nike e que gerou uma faturação de 21,23 mil milhões de euros em 2021, anunciou que Kasper Rorsted, nomeado CEO no final de 2016, entregará as rédeas do grupo no próximo ano. A procura por um sucessor já começou, especifica o grupo em comunicado.


Kasper Rorsted - Adidas Hannah Hlavacek


Thomas Rabe, presidente do conselho de supervisão da Adidas, indicou: "Gostaríamos de agradecer a Kasper pelas suas significativas conquistas. Durante o seu mandato desde 2016, reposicionou estrategicamente a empresa e acelerou a sua transformação digital. Sob a liderança de Kasper, a Adidas progrediu significativamente nas suas capacidades digitais e multiplicou por mais de cinco as vendas online. Na América do Norte, o maior mercado de artigos desportivos do mundo, a Adidas duplicou as suas vendas. Além disso, a Adidas fortaleceu a sua posição de liderança em matéria de sustentabilidade e aumentou a diversidade, equidade e inclusão em toda a empresa. Por exemplo, a proporção de mulheres em cargos de liderança aumentou significativamente durante o seu mandato. Com a venda bem-sucedida da TaylorMade, CCM Hockey e Reebok, a empresa pode agora concentrar os seus esforços na sua marca principal, a Adidas."
 
O dirigente, que anteriormente trabalhou na Henkel, cumpriu efetivamente uma das suas principais missões: esclarecer o portefólio de marcas do grupo. E, em particular, vender a Reebok, que foi vendida ao grupo americano Authentic Brands no ano passado. Mas, o conselho da Adidas não deixou certamente de constatar que, embora Kasper Rorsted tenha permitido que a Adidas crescesse no mercado americano enquanto liderava a empresa, o grupo viu a sua faturação total subir de 21,22 mil milhões com uma margem operacional de 9,8% em 2017, o seu primeiro exercício, para 22,23 mil milhões com margem operacional de 9,4% em 2021. Claro que a faturação do ano passado já não inclui as marcas vendidas e a crise relacionada com a pandemia de Covid-19 teve um papel importante nessa estagnação.

O dirigente teve que manobrar o navio durante este período. Algo realçado por Thomas Rabe: "Após três anos difíceis, marcados pelas consequências económicas da pandemia de Covid-19 e por tensões geopolíticas, chegou a hora de iniciar uma transição de CEO e preparar o terreno para um novo começo. Estamos satisfeitos por Kasper garantir uma transição suave ao comando da empresa nos próximos meses, juntamente com o conselho de supervisão e a comissão executiva da Adidas AG."

Ainda assim, na pequena cidade bávara de Herzogenaurach, onde se situa a sede da Adidas, é tentador olhar para o outro lado do rio Aurach para a Puma... No mesmo período, a marca, que partiu de muito mais longe, viu as suas vendas passarem de 4,14 mil milhões e 5,9% de margem operacional em 2017 para 6,8 mil milhões de euros e 8,2% de margem em 2021. Uma melhoria de desempenho desta concorrente que poderá ter precipitado a saída do dirigente dinamarquês, antes, ao que parece, do fim do seu contrato.
 
Kasper Rorsted diz no comunicado do grupo: "Como empresa, demos grandes passos em áreas estratégicas da nossa atividade. Estou orgulhoso dos nossos feitos como equipa. Os últimos anos foram marcados por diversos fatores externos que perturbaram significativamente a nossa atividade. Exigiu um esforço enorme dominar esses desafios. Por isso, permitir um recomeço em 2023 é a coisa certa a fazer - tanto para a empresa como para mim pessoalmente. A nossa empresa vai na direção certa. Registamos um crescimento de dois dígitos em 85% da nossa atividade. Nos próximos meses, o nosso objetivo será acelerar o nosso crescimento assim que todos os mercados possam funcionar sem grandes interrupções. Juntamente com a equipa da Adidas, espero concretizar esse crescimento e, em conjunto com o conselho de supervisão, assegurar uma transição suave à frente da empresa.”

Este anúncio surge alguns dias após o grupo alemão ter revisto em baixa as suas previsões anuais, sublinhando as dificuldades da sua atividade na China no início do ano. O grupo aponta para um crescimento de 5% a 10% das suas vendas globais, nomeadamente graças à sua atividade nos Estados Unidos e na Europa. Anteriormente, previa um aumento de 11% a 13%.

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