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Portugal Textil
Publicado em
28 de out de 2020
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Alexandra Moura cria ténis para a Sanjo

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Portugal Textil
Publicado em
28 de out de 2020

A parceria entre a designer de moda e a icónica marca portuguesa de sapatilhas foi apresentada em Milão e na mais recente edição do Portugal Fashion. Com duas versões, uma em branco e outra em preto, as sapatilhas incorporam o padrão conceptual de Alexandra Moura e, em breve, deverão ter companhia.


©Portugal Fashion]


Batizada simplesmente Sanjo x Alexandra Moura, a colaboração, cujo resultado está em pré-venda até 20 de novembro no website da designer, é uma desconstrução de um clássico com design e produção nacional e inclui pormenores como ausência de costuras, recortes, sobreposição de espuma, língua virada ao contrário, introdução de «componentes inusitados» e colocação de etiquetas no exterior que, de acordo com um comunicado conjunto, «fazem a diferenciação única desta parceria num diálogo entre a cultura urbana e as antigas tradições».

«Acredito muito nas parcerias e nas sinergias e acredito que só com sinergias é que crescemos», afirma Alexandra Moura ao Portugal Têxtil. «Não temos o know-how todo e quando nos misturamos com alguém, o trabalho só pode ganhar muito mais força», justifica.

Uma história de 87 anos

A parceria com a Sanjo foi, por isso, quase inevitável, tendo em conta a história da marca.

Criada em 1933 pela Empresa Industrial de Chapelaria para fazer face à queda das vendas de chapéus, a marca, cujo nome foi inspirado na terra onde eram produzidos, São João da Madeira, viveu uma história de sucesso até aos anos 80, com uma miríade de adolescentes e jovens adultos portugueses a não dispensarem as sapatilhas em lona no seu armário.

A entrada de concorrentes como a All Star criou dificuldades e ditou o fim da produção das sapatilhas Sanjo nos anos 90. No início do novo milénio, houve um relançamento da marca, mas com produção “made in China”, que não foi bem recebida pelos consumidores, e no ano passado regressou, pela mão da M2Bewear e dos sócios José Egipto Magalhães e Helder Pinto, já inteiramente produzida em Portugal, numa fábrica em Felgueiras. «O objetivo final é que a Sanjo volte a ser a sapatilha dos portugueses», declarou, no início do ano, José Egipto Magalhães ao Dinheiro Vivo.

©Alexandra Moura


Parceria para manter

«Temos andado numa busca muito grande por marcas icónicas portuguesas» e «claro que a Sanjo tinha que ser», revela Alexandra Moura.

«Ainda por cima, o calçado é uma coisa extremamente essencial para nós. Normalmente, tudo o que acontece num desfile, desde acessórios a calçado, é tudo criado por nós, portanto fazia sentido ter um grande parceiro e a Sanjo teve a visão e tem o know-how para nos termos juntado e para termos criado esta parceria. E estou super feliz com o produto final», confessa a criadora.

Da parceria nasceu um modelo, com uma versão em preto e outra em branco, ambas com o padrão assinatura que Alexandra Moura lançou na nova coleção, que foi apresentada na Semana de Moda de Milão e, mais recentemente, no Portugal Fashion, «mas logo a seguir vai ser lançado outro», anuncia a criadora.

A parceria, de resto será para manter. «Quer nós, quer a Sanjo, estamos muito contentes, estamos cheios de força e de motivação para que esta parceria se consolide ainda mais e que possamos fazer coisas ainda mais incríveis daqui para a frente, porque o feedback tem sido incrível também», conclui Alexandra Moura.

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