Algodão: novas tensões entre Brasil e Estados Unidos

Depois de ter conseguido condenar os Estados Unidos em 2009 na OMC pela prática de dumping na indústria de algodão, agricultores brasileiros ameaçam de novo Washington com novas sanções.

A OMC havia autorizado o Brasil a taxar as importações de produtos americanos num valor de 830 milhões de dólares em mercadorias. Então fortemente atingidos pela crise, os Estados Unidos conseguiram um adiamento dessa sobretaxa, comprometendo-se a depositar 147,3 milhões de dólares para os agricultores brasileiros. Um pagamento que foi interrompido no ano passado, ao passo que os Estados Unidos suspenderam ainda sua “pena” para aguardar a adoção de uma reforma dos subsídios à indústria do algodão.

É diante desse status quo desfavorável que a indústria brasileira desperta, anunciando que medidas de represálias serão tomadas já no próximo mês. O National Cotton Council americano não tardou a deixar clara sua decepção com a atitude dos fornecedores brasileiros, expressa por intermédio da agência Reuters. “Os comentários dos agricultores brasileiros dizendo que eles apoiariam essas represálias são muito decepcionantes para os agricultores americanos, que se curvaram a importantes reformas”.

Os Estados Unidos e o Brasil são o 3º e o 5º maiores produtores mundiais de algodão, com 17,3 e 6 milhões de fardos produzidos respetivamente na temporada 2012/2013. Os três outros principais produtores no mundo são a China, a Índia e o Paquistão. As duas nações americanas se encontram em rota de colisão em relação à concorrência no lado do Pacífico.

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