Alibaba regista vendas mais fracas do que o esperado no segundo trimestre do seu ano fiscal

Preocupada com a tensão entre os Estados Unidos e a China e após divulgar vendas trimestrais menores, a Alibaba reduziu a sua previsão de receita anual.


Alibaba reduz a sua previsão de faturação anual - Reuters

A gigante do retalho online espera agora uma receita entre 375 e 383 mil milhões de yuans (47,64 e 48,66 mil milhões de euros), menos  4 e 6% que o estimado anteriormente, enquanto o crescimento dos seus negócios diminuiu para o nível mais baixo desde 2016.

Numa conferência com analistas na sexta-feira (2), autoridades do grupo disseram que a incerteza económica pode pesar sobre as grandes compras e atrasar a monetização das suas plataformas. "Dadas as atuais condições macroeconómicas, decidimos recentemente não monetizar, a curto prazo, os stocks gerados pelo crescimento dos utilizadores (...)", declarou o grupo em comunicado.

Esta decisão acontece antes do "Dia dos Solteiros", marcado para 11 de novembro. Este evento, que a própria Alibaba criou e que se tornou o evento comercial mais importante do mundo, registou uma faturação de mais de 25 mil milhões de dólares para a empresa no ano passado.

Nos três meses até setembro, o segundo trimestre do ano fiscal da empresa, as vendas do grupo na China diminuíram 37%, o ritmo mais fraco em 11 trimestres. A empresa fez grandes investimentos em distribuição em lojas e comércio online para conquistar novos clientes, enquanto o mercado urbano chinês mostra sinais de saturação.

Cerca de 75% dos novos utilizadores do Alibaba no segundo trimestre vieram de regiões subdesenvolvidas, de acordo com a diretora financeira Maggie Wu. Os analistas acreditam que o impacto das tensões comerciais, o reforço da regulamentação na China, especialmente em publicidade e finanças online, continuarão a pesar sobre a ação do grupo durante algum tempo.

Lucro líquido de mais de 20 mil milhões de yuans

A receita gerada pelo comércio online, que representa 84% das vendas totais da Alibaba, cresceu 56%, para 72,48 mil milhões de yuans (9,20 mil milhões de euros) no trimestre encerrado em setembro. A receita gerada pela cloud cresceu 90,5%, para 5,67 mil milhões de yuans, e 24% em entretenimento e imprensa digital, para 5,94 mil milhões de yuans. 

Excluindo itens excepcionais, o lucro por ação foi de 9,60 yuans, bem acima da previsão média dos analistas de 7,41 yuans. O volume de negócios subiu 54,5%, para 85,15 mil milhões de yuans, face a uma estimativa de 86,51 mil milhões de yuans, segundo dados da Refinitiv. O lucro líquido aumentou 13%, para 20,03 mil milhões de yuans, ou 6,78 yuans por ação.

As ações da empresa chinesa, que anunciou em setembro que o seu fundador e presidente executivo, Jack Ma, se reformaria em setembro de 2019, caíram mais de 12% desde o início do ano.

Traduzido por Novello Dariella

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