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Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
15 de abr de 2021
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6 Minutos
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Amiri: outono-inverno de 2021 numa ponte emblemática de Los Angeles

Traduzido por
Helena OSORIO
Publicado em
15 de abr de 2021

Um designer a ganhar impulso apesar da pandemia é Mike Amiri, que na quarta-feira (14 de abril) revelou a sua última coleção filmada no Fourth Street Viaduct (ou Viaduto da Fourth Street) – uma das pontes de betão armado construídas em Los Angeles (Califórnia, EUA), em finais da década de 1920, que é uma das mais cinematográficas do planeta.

AMIRI AUTUMN-WINTER 2021 RUNWAY SHOW


O designer de moda americano iraniano – radicado em Los Angeles (LA) – apresentou a sua coleção online, para a estação de outono-inverno 2021, às 18 horas CET (9 horas da manhã na Califórnia), convidando gentilmente amigos e familiares para a revisitação do vídeo num drive-in alugado.
 
"Haverá cerca de 100 de nós; uma oportunidade de desfrutar de algumas pipocas e cervejas e de ver a coleção a partir do conforto do próprio carro", explicou o designer num pré-show Zoom.
 
O seu vídeo de moda apresentava um elenco de manequins inclusivo e desgrenhado filmado no Fourth Street Viaduct, que os cineastas e cinéfilos irão reconhecer a partir de filmes como Eraserhead (1977), Grease (1978) e Die Hard 4.0 (2007). 
 
Todos os modelos desfilam em círculos a meio da ponte desértica, num circuito confinado, com a câmara a enquadrar pormenores decorativos da ponte e vistas gerais da grande urbe perdida no silêncio. Vestem o estilo artist-rocker-gent que fez de Amiri uma influência importante entre os hipsters da moda a nível internacional. 
 
Desde as gabardinas de couro com gola de tartaruga e casacos de padrão tartan com lapelas contrastantes, até às malhas ousadas: recortes com losangos; crewnecks com motivos de tabuleiros de xadrez e cartas de jogo.
 
Mike Amiri gosta de uma calça comprida, aberta de lado junto ao tornozelo, e tanto melhor se o seu comprimento engolir praticamente os pés; a calça larga é também segurada por cintos de fivela com o logo da Amiri. Enquanto a sua silhueta reflete a preferência contemporânea por casacos curtos com calças compridas. Tudo dito: o homem Amiri é tão masculino como dândi.
 
Atraído pela atitude modernista de Mike Amiri e pela crescente legião de fãs, o magnata italiano da moda Renzo Rosso adquiriu uma participação minoritária na marca Amiri, ajudando a financiar a flagship de estreia no Rodeo Drive, o famoso e longo quarteirão de Beverly Hills, considerado um dos mais luxuosos e caros do mundo desde a década de 1950.
 
Assim, fizemos uma chamada Zoom com Mike Amiri na sua casa em Mulholland Drive (Cidade dos Sonhos), para ouvir os planos para o futuro da marca, e se o facto de ter Renzo como mentor está a ajudar a levar a sua maison de moda a um novo nível.
 
FashionNetwork.com: Qual foi o ponto de partida para a criação desta última coleção?
Mike Amiri:
Fui inspirado por passar muito tempo em Los Angeles e não viajar realmente. Fiquei no centro da cidade, no Arts District (bairro no extremo leste do centro de Los Angeles), voltando a ligar-me ao tempo de há 15 anos, quando comecei a fazer roupas de palco para artistas e a trabalhar com estilistas. Criando e concebendo o mais rápido que pude e fazendo as ideias acontecerem.
 
FNW: Porque é que filmou no Fourth Street Viaduct?
MA:
É um lugar icónico para um losangelense. Além disso, gosto destas zonas da cidade que não pertencem à ideia estereotipada de LA, como as palmeiras e mansões.
 
FNW: Onde são feitas as vossas coleções?
MA:
Neste momento, 70% ainda são feitas em LA e a maior parte dos restantes 30% em Itália. É realmente importante para mim que LA represente a maioria da conceção, e que as peças sejam feitas perto de casa.


Look da Amiri para o outono-inverno 2021 com profusão de losangos e riscas - Foto: Amiri


FNW: Quem são os artistas e músicos que o excitam?
MA:
Tento imaginar os meus heróis como os via enquanto adolescente. Os meus heróis eram muitas vezes os músicos que tinham os seus estúdios naquele distrito. Expressavam a vida negra e romântica noturna de personagens de Los Angeles. Para mim, LA é um lugar especial de pessoas que começaram a lançar-se localmente e fizeram um nome a nível global – como recentemente o ter conhecido Wes Lang (o artista contemporâneo da fronteira pós-moderna americana) e visitar o seu estúdio. É isso que ressoa realmente em mim.
 
FNW: A sustentabilidade é uma preocupação da Amiri?
MA:
A sustentabilidade para mim é tanto um estado de espírito como a forma como se dirige toda a empresa. Gostamos de criar localmente e usar tecidos, aproveitando até cada metro. Apoiamos a comunidade local, mantendo a produção localmente, e empregamos famílias ligadas ao artesanato.

FNW: Como define o ADN da Amiri?
MA:
É uma mistura de bricolage artesanal e execução de luxo.
 
FNW: O que o atraiu em criar uma parceria com Renzo Rosso?
MA:
Construí uma grande relação com Renzo após uma das suas visitas, quando passou pelo meu estúdio e teve uma conversa sobre o artesanato, mentalidade e criação. E o que considerei mais surpreendente foi ver um veterano da moda que eu tanto respeito nos negócios estar ainda tão entusiasmado com estas questões. Renzo tornou-se um mentor para mim e por isso uma parceria pareceu-me natural. Isso aconteceu há 18 meses. Mas na nossa mentalidade continuámos um caminho independente. Embora Renzo seja uma grande caixa de ressonância. Tem uma pequena minoria na marca que é, realmente, mais um lugar à mesa para discutir ideias. Eu precisava de uma pessoa assim. 
 
FNW: Que sinergias conseguiu com o grupo OTB de Renzo Rosso?
MA:
Atualmente não há sinergias, uma vez que já tínhamos uma produção harmoniosa. Mas ter um mentor como Renzo ajudou-me a pensar maior. Estou certo de que à medida que continuarmos a abrir lojas poderemos aprender muito com a OTB. A nossa primeira loja em LA abriu notavelmente bem, num momento realmente embaraçoso no mundo. E estamos verdadeiramente satisfeitos com a forma como a Amiri tem progredido. Não há realmente muitas marcas sediadas em LA naquela faixa do Rodeo Drive.


Fato da Amiri para o outono-inverno 2021, com longas calças abertas de lado junto ao tornozelo quase escondendo o calçado - Foto: Amiri


FNW: Quem são os designers que mais admira?
MA:
Volto-me para aqueles que partiram o teto. Sempre admirei o que Rick Owens criou. Foi um designer de LA numa fase da sua carreira; fez nome a nível mundial, mas continuava a beber num café local.
 
FNW: Que designers veste?
MA:
Quando não uso peças da Amiri visto-me com peças de uma pequena marca artesanal, se calhar de uma única loja.
 
FNW: Quais são as ideias e culturas que o inspiram?
MA:
O que me mantém energizado é a mão na massa, e provavelmente ainda demasiado, por isso "sujo" as minhas mãos. Vou ao encontro das orientações do nosso diretor financeiro e depois "mato" caxemira na sala ao lado, até ao casting. No nosso espectáculo lançamos sobretudo modelos profissionais, fazendo o casting num estúdio a dois quarteirões do meu primeiro estúdio!
 
FNW: Onde quer que a Amiri esteja daqui a cinco anos?
MA:
Quero continuar a fazer o caminho e seguir em frente com a mesma integridade e pensamento. O crescimento é julgado pela forma como a marca se mantém.
 

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