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10 de out. de 2022
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ANIVEC: empresas portuguesas de vestuário asfixiadas temem aumento de salário mínimo

Publicado em
10 de out. de 2022

A indústria do vestuário pede prudência no salário mínimo, uma vez que as empresas portuguesas "estão asfixiadas" e não suportam mais subida de custos, alertou ao Dinheiro Vivo a ANIVEC/APIV - Associação Nacional das Industrias de Vestuário e Confecção, acrescentando que é preciso ter consciência pois "sem empresas não há emprego" e sem emprego dificilmente há sobrevivência.


empresas portuguesas de vestuário dizem-se asfixiadas e temem o aumento de salário mínimo - Anivec.com


A questão coloca-se com a proposta de aumento do salário mínimo nacional para 759 euros, já em 2023, que os empresários contestam pois, "dois anos de pandemia, com uma crise energética e a inflação a disparar, as empresas estão asfixiadas. E se ainda sobrevivem é porque os nossos empresários são muito resilientes", alerta César Araújo, o presidente da ANIVEC, frisando a crise energética, a inflação e os efeitos da guerra na Ucrânia como grandes preocupações.

"O que está a influenciar a inflação são, sobretudo, os combustíveis e a energia, e é mais fácil o governo reduzir os impostos sobre estes produtos do que agir sobre os salários", contesta César Araújo. "É preciso que haja consciência que qualquer decisão que seja tomada tem de ter em conta a realidade do tecido empresarial português".

Já como contrapartida à que já é afinal uma não significativa subida de salários, Araújo aconselha o governo a isentar o trabalho suplementar do IRS: “Não se pode pedir a um funcionário que esteja disponível para fazer trabalho suplementar se, no fim do mês, esse valor o faz subir no escalão do IRS e acaba a levar menos dinheiro para casa”, foca.

O mais alto representante da ANIVEC defende-se com o facto de ser "preciso ter em conta o efeito sobre a capacidade competitiva da indústria portuguesa, sobretudo quando se sabe que 85% dos artigos de vestuário vendidos na Europa são de origem extracomunitária".

Nos primeiros sete meses do ano, a indústria de confeção e vestuário exportou bens no valor de 2132 milhões de euros, mais 16,6% do que no período homólogo. Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido são os principais destinos da moda portuguesa, registando crescimentos que vão dos 2,9%, no mercado espanhol, aos 26,7% no mercado francês. As vendas para a Alemanha cresceram 23,2%; para Itália, 25,8%; para o Reino Unido, 4,5%.
 

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