Apesar de falhas com o Glass, Google defende gastos em novas apostas

São Francisco (Reuters/EP) – O gigante americano Google planeja seguir com apostas em artigos futuristas que exijam muitos investimentos, ainda que isso signifique adiar alguns dos seus projetos mais queridos.

A empresa de busca na Internet reconheceu pela primeira vez grandes problemas com seu computador vestível Google Glass, admitindo que era hora de uma "pausa" e uma estratégia de "reinício".

Foto: Google Glass
Os comentários do vice-presidente de Finanças Patrick Pichette durante teleconferência de resultados trimestrais na última semana de janeiro tinham um tom decididamente diferente do discurso do Google no início do ano sobre a saída do Glass dos laboratórios da empresa para uma divisão separada.

A admissão de falhas com o Glass por Pichette foi particularmente notável dado que o produto tem sido defendido pelo cofundador do Google, Sergey Brin.

Enquanto cofundador do Google, Larry Page voltou ao papel de executivo-chefe. Em 2011 ele realizou uma série de "limpezas" que puxaram publicamente a ficha em projetos de baixo desempenho, como a enciclopédia em linha Knol e um serviço que permitia que os consumidores monitorassem seu consumo de energia em casa.

Sob influência de Page, o Google está a gastar bastante em uma variedade de projetos, tais como carros autodirigíveis, balões movidos a energia solar que fornecem acesso à Internet, robótica e saúde. Muitos desses projetos não devem oferecer retorno por anos, se é que o entregarão em algum momento.

Pichette deixou claro que o crescimento da receita de 18%, em sítios do Google durante o quarto trimestre de 2014, dão à empresa "licença" para continuar a investir em projetos de longo prazo.

O Glass é um projeto que não tem sido capaz de "superar seus obstáculos" apesar da sua grande promessa, disse Pichette.

O Google suspendeu as vendas aos consumidores do Glass no início de janeiro, mas disse que vai continuar a vender o produto para empresas.

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