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Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
17 de jun. de 2022
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4 Minutos
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Asos nomeia novo CEO e publica resultados trimestrais mistos

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
17 de jun. de 2022

A Asos apresentou os seus últimos resultados na quinta-feira. Em resumo: as vendas estão em alta, mas a taxa de devolução também, o que está a prejudicar os lucros. A comerciante online aproveitou para anunciar a nomeação de um novo CEO.


ASOS


Sem surpresa, o escolhido é José Antonio Ramos Calamonte. Atualmente diretor comercial da empresa, a sua nomeação para a direção-geral tem efeito imediato.
 
A empresa saúda a sua “vasta experiência no retalho internacional, com um profundo conhecimento do multicanal e resultados comprovados na condução da inovação”. “Durante os seus 18 anos no setor, José imaginou as estratégias comerciais de marcas de renome como Inditex, Esprit e Carrefour Espanha, tendo iniciado a sua carreira na McKinsey.”

O novo CEO ingressou na Asos após atuar como diretor-geral da marca portuguesa Salsa durante quase dois anos.
 
Segundo a plataforma, a sua presença já teve um “impacto significativo”. É efetivamente José Antonio Ramos Calamonte quem decide as estratégias de produto e as manobras comerciais do site em todo o mundo, o que inclui o design, o sourcing, as tecnologias de vestuário, as compras e o merchandising, as finanças mundiais, o departamento Asos Studios e a criação de conteúdo. Também supervisionou as estratégias de produto, as categorias e gama, o posicionamento de preços e as margens, a inovação de produto para a marca própria da Asos e parcerias com as marcas, liderando uma equipa com mais de mil pessoas.
 
Jørgen Lindemann irá, por seu lado, tornar-se presidente da empresa em agosto. Irá substituir Ian Dyson, que deixa a empresa para assumir um novo cargo. Jørgen Lindemann ingressou no conselho como diretor não executivo no outono passado. Conta com uma “vasta experiência na direção de empresas centradas no digital” e é também presidente do Miinto, o marketplace online de moda dinamarquês. Recentemente, deixou o conselho da Zalando, onde passou cinco anos.
 

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Mas, olhemos para os resultados. Nos três meses encerrados a 31 de maio, a empresa registou um crescimento global das vendas. Desde o final de fevereiro, “acelerou o aumento das suas vendas graças ao bom desempenho operacional e ao aumento da demanda relacionada com a retoma dos eventos, com picos nos Estados Unidos e um bom desempenho no Reino Unido”.
 
Mas, embora as vendas brutas tenham aumentado, as vendas líquidas, por outro lado, “foram afetadas por um aumento significativo na taxa de devolução no Reino Unido e na Europa no final do trimestre, refletindo a pressão inflacionária sobre os consumidores, o que afeta a rentabilidade”.

E, olhando para os números, a receita total do grupo cresceu apenas 4% a taxas de câmbio constantes. Numa base reportada, as vendas caíram, situando-se em 983,4 milhões de libras (1,153 mil milhões de euros), em comparação com 987,9 milhões de libras (1,159 mil milhoes de euros) no mesmo período do ano anterior. No Reino Unido, as vendas subiram 4% para 431,8 milhões de libras (506,45 milhões de euros), mas na União Europeia perderam 5% para 294 milhões de libras (344,83 milhões de euros). Excluindo os efeitos cambiais, a queda foi de 2%.

Nos Estados Unidos, as notícias são boas: as receitas saltaram 21%, ou 15% excluindo os efeitos cambiais, para 141,9 milhões de libras (166,43 milhões de euros). Infelizmente, no resto do mundo, caíram 20% (a percentagem é a mesma com e sem efeitos cambiais) para 115,7 milhões de libras (135,7 milhões de euros). Mas, se retirarmos a Rússia da equação, a queda, excluindo os efeitos cambiais, é de "apenas" 8%. Nos primeiros nove meses do ano financeiro, as vendas totais subiram um modesto 1%, para 2,987 mil milhões de libras (3,5 mil milhões de euros).

Nem tudo é negativo, mas algumas fraquezas devem ser deploradas e a empresa também atualizou as suas previsões anuais “para refletir certos comportamentos de compra incertos e o possível prolongamento de taxas de devolução mais elevadas”. Espera-se que o crescimento anual das vendas se situe entre 4% e 7% e o lucro antes de impostos ajustado deverá agora estar numa faixa bastante ampla de 20 a 60 milhões de libras (23,46 a 70,37 milhões de euros).
 
A margem deverá ser afetada, uma vez que “a elevada taxa de devolução deverá dar origem a mais descontos nos preços e o impacto negativo das devoluções na oferta de produtos deverá continuar”.
 
Mas, a empresa pretende fazer “avanços estratégicos, com uma oferta atrativa para os clientes, a implantação do Partner Fulfils, o desenvolvimento do Premier e o crescimento sustentado das marcas Topshop em territórios chave”.
 
No primeiro trimestre, as marcas Topshop cresceram 69%. A Asos Design, por sua vez, voltou a crescer (+5%) graças a “uma ampla gama de roupas de noite, permitindo dar resposta à demanda para ocasiões especiais”. A Asos Edition também registou um aumento de 84% nas vendas homólogas. Os clientes Premier cresceram, por seu lado, 19%, o que se traduziu num “engagement mais forte e melhorias consecutivas na frequência de compra, na taxa de conversão e na cesta média”.

A empresa afirma ocupar “uma quota de mercado substancial nos [seus] principais territórios, refletindo o inegável sucesso da [sua] oferta junto dos clientes”. O crescimento da receita líquida acelerou em maio, com uma taxa final de 10%.

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