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Estela Ataíde
Publicado em
9 de abr. de 2021
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Asos, nova proprietária da Topshop, vê vendas subirem 24% no primeiro semestre

Traduzido por
Estela Ataíde
Publicado em
9 de abr. de 2021

Algumas semanas após o anúncio da aquisição de parte dos ativos do grupo Arcadia, incluindo a Topshop, a comerciante eletrónica britânica Asos publica os seus resultados para os seis meses transcorridos até ao final de fevereiro. A gigante da moda online registou nesse período um aumento de 24% no volume de negócios (25% excluindo efeitos cambiais), para 1,976 mil milhões de libras (2,28 mil milhões de euros).


ASOS


A taxa de margem bruta, por outro lado, passa de 47% no primeiro semestre do exercício passado para 45% este ano, devido ao aumento nos custos de transporte causado pela pandemia de Covid-19 e a flutuações nas taxas de câmbio.
 
No entanto, o EBITDA ajustado aumentou drasticamente, ganhando 90% para 180,8 milhões de libras (208,68 milhões de euros). O lucro ajustado antes de impostos (excluindo a aquisição das marcas Topshop) aumentou 275% para 112,9 milhões de libras (130,31 milhões de euros).

A sua base de clientes ativos ganhou 1,5 milhões de utilizadores em seis meses, totalizando agora quase 25 milhões de pessoas. Estes novos clientes conseguiram compensar a queda nas compras dos seus clientes fiéis, que compraram menos peças novas do que o normal devido à ausência de eventos sociais.
 
A Asos pode também gabar-se de ter alcançado "um desempenho excecional no Reino Unido, com um crescimento de 39% nas vendas e também um bom aumento no estrangeiro". Na Europa, as vendas cresceram 18%, contra 16% nos Estados Unidos e 16% no resto do mundo.

Do lado do produto, a categoria de cuidados com o rosto e corpo ganhou 114%, em comparação com 95% para o activewear e 69% para as roupas casuais.
 
Este semestre promete ser determinante para a Asos, após a recente aquisição de algumas marcas do grupo Arcadia. Desde a aquisição da Topshop, Topman, Miss Selfridge e HIIT, "um marco significativo na recuperação do tráfego dos sites dessas marcas já foi alcançado”. “Durante o relançamento junto dos clientes, o tráfego aumentou 226% no mesmo dia, o que gerou bons resultados de vendas para todas [as marcas]."


ASOS/Topshop/Topman


As marcas próprias da gigante do online também vão bem. A mudança de comportamento dos consumidores online permitiu, por exemplo, que a Asos 4505 continuasse a desenvolver-se com a capitalização do seu activewear, o que resultou num crescimento de 68%. “O sportswear continua estratégico para o futuro, e a adição da HIIT ao portefólio irá impulsionar a progressão desta categoria”, declara a empresa.
 
De realçar também que a marca Collusion "subiu para as três primeiras marcas de têxteis femininos na plataforma da Asos e continua a mostrar um desempenho excecional, com um crescimento de 93%".

Já a Reclaimed Vintage deu um salto de 92%. A gigante das vendas online também lançou As You, uma linha de produtos de preços baixos, "fabricados em tempo recorde para dar o máximo de flexibilidade". Desde o seu lançamento, a coleção cresceu de 120 para 600 referências, com 200 mil unidades vendidas, sendo a maioria tops em jersey e calças casuais.

Por fim, a plataforma distribui atualmente 120 novas marcas.
 
Relativamente às projeções a curto prazo da empresa, a cautela reina devido ao contexto económico para o corrente ano e para os próximos anos, que permanece "incerto". E, para esclarecer: “É impossível saber quando as restrições serão levantadas e pode haver outros picos de Covid-19”.

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