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26 de ago. de 2022
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Ativistas de direitos dos animais pressionam organizadores das Olimpíadas para travar acordos de patrocínio com LVMH

Por
AFP
Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
26 de ago. de 2022

Os ativistas de direitos dos animais estão a pedir aos organizadores das Olimpíadas de 2024 para que não façam acordos de patrocínio com a LVMH, caso a empresa de luxo não cesse de usar peles de animais.


Fendi - outono-inverno 2019 - Alta Costura - Roma - DR


A organização People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), com sede no Reino Unido, disse ao Comité Olímpico Internacional (COI) que a prática era um "risco de pandemia conhecido", além de profundamente cruel.

A LVMH, proprietária das marcas Louis Vuitton e Fendi, deve ser o último grande patrocinador nomeado para os jogos de 2024 em Paris, segundo fontes da organização. No entanto, a empresa não seguiu o movimento de uma série de concorrentes, como incluindo a Versace, Chanel, Michael Kors e Saint Laurent, que interromperam o uso de peles nas suas coleções.

"A LVMH até agora falhou em agir com responsabilidade e continua a arriscar a saúde do público com os seus casacos de vison e bolsas de píton", disse a vice-presidente da PETA, Mimi Bekhechi, numa carta enviada na terça-feira (23 de agosto) ao presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

“Todos nós sabemos que o terrível golpe que foi a doença de COVID-19 nas vidas de pessoas de todo o mundo, então seria inconcebível que os próximos Jogos Olímpicos fossem patrocinados por uma empresa que apoia essas indústrias perigosas”.

Os Jogos de 2020 em Tóquio foram fortemente impactados pelo coronavírus, com a pandemia a forçar o seu atraso num ano e atingindo a sua popularidade entre as pessoas no país anfitrião. 

A LVMH ainda não se pronunciou a respeito.

O maior grupo de luxo do mundo disse à AFP em setembro do ano passado que continua a permitir que as suas marcas atendam à procura dos clientes por produtos de peles. De acordo com a companhia, os produtos estão a ser fabricados "da maneira mais ética e responsável possível". A LVMH também acrescentou que interrompeu o uso de todas as peles de espécies ameaçadas de extinção.

De acordo com a PETA, 85% das peles vendidas no mundo são originárias de animais que vivem a vida inteira em cativeiro, muitas vezes em condições de “miséria” e “sofrimento extremo”. Estes geralmente são mortos por gás venenoso, eletrocussão ou espancados até a morte com paus, segundo a entidade.

O comércio internacional de peles é estimado em várias dezenas de bilhões de dólares anualmente, e emprega cerca de um milhão de pessoas em todo o mundo.
 

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