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13 de nov de 2020
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Black Friday mantém-se o maior evento de vendas do ano, diz a McKinsey

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
13 de nov de 2020

A pandemia pode ter mudado tudo o que pensávamos saber sobre moda e retalho, mas, segundo um novo estudo Periscope da McKinsey, a Black Friday ainda será o maior evento de compras do ano, apesar das mudanças sem precedentes no comportamento de compra do consumidor e dos novos lockdowns e restrições gerados pela doença de COVID-19.


Estima-se que a Black Friday continue a ser o maior evento de compras do ano - Photo: QuinceCreative/public domain


Consumidores do mundo inteiro (à exceção da China), planeiam reduzir os gastos nas festas de fim de ano, mas três quartos dos entrevistados afirmam que pretendem participar em pelo menos um dos grandes eventos de compras da estação.

A Black Friday está no topo da lista para 55% deles, superando facilmente os 43% focados no Prime Day da Amazon (13-14 de outubro), há algumas semanas, e os 26% que se concentraram no Dia dos Solteiros na China, ou Guanggun Jie, na passada quarta-feira (11 de novembro). Também se encontra à frente dos 39% interessados ​​na Cyber ​​Monday, na segunda-feira (30) após a Black Friday (27), e dos 38% que esperam comprar na véspera de Natal.

No Reino Unido, a Black Friday ultrapassou o Boxing Day (26 de dezembro) como o dia de compras mais popular, embora na China o Dia dos Solteiros ganhe destaque.

A McKinsey conversou com mais de 3.500 consumidores da China, França, Alemanha, Reino Unido e EUA e descobriu que estão muito preocupados com o orçamento deste ano e planeiam reduzir os gastos, pelo que se encontram em busca de “excelentes negócios”. 

Na verdade, 81% dos consumidores planeiam gastar o mesmo valor ou mais do que no ano passado nessas compras. Sendo 90% dos consumidores na China, 89% na Alemanha, 85% em França, 75% no Reino Unido e 73% nos EUA.

Mas, a McKinsey afirma que os retalhistas devem ser cautelosos com o aumento da procura, uma vez que "42% dos consumidores disseram ter tido uma redução leve ou significativa na renda", tendo 27% menos dinheiro nos EUA, 26% no Reino Unido, 16% em França, 11% na Alemanha e 10% na China.

O estudo destaca, ainda, o início antecipado da temporada de compras de fim de ano, este ano, pois os consumidores querem evitar possíveis atrasados nas entregas, falta de stock e outros inconvenientes, como os que aconteceram no início da pandemia.

Na verdade, é mais provável que os consumidores britânicos tenham antecipado ainda mais as suas compras, o que parece uma boa jogada, já que a Inglaterra está agora a meio de um novo lockdown, com lojas não essenciais fechadas.

A McKinsey diz que os retalhistas responderam à procura dos consumidores com a antecipação e extensão dos eventos promocionais, abrangendo até uma semana ou mais. Mas, “os eventos da Black Friday precisam ser sensíveis à ansiedade do consumidor”.

Cerca de 60% dos compradores nos EUA e nos três países europeus estão a planear participar na Black Friday deste ano (em comparação com 50% em 2019). Mas, "a ansiedade e o stress são características da temporada de festas deste ano”, segundo a pesquisa.

De acordo com a McKinsey, “os retalhistas devem estar cientes dos problemas e inspirar confiança em áreas como ambientes seguros de COVID-19 nas lojas, capacidade de oferecer uma grande experiência em escala, disponibilidade de stock e compras que valham o dinheiro investido”. A pesquisa mostrou que uma média de 24% dos entrevistados estão ansiosos e/ou stressados ​​este ano, sendo o número muito maior nos EUA e no Reino Unido (30% e 36%, respectivamente), com níveis incrivelmente baixos na China (5%)”.

Também é interessante verificar que, neste ano tão incomum, a fidelidade à marca "permanece vulnerável". Outro relatório Periscope aponta que 40% dos consumidores compraram num novo retalhista este ano e um terço experimentou uma marca diferente, geralmente mais em conta. Esta tendência continua durante a temporada festiva “com apenas 12%, pretendendo adquirir peças nas mesmas lojas que compraram no ano passado”.

Os pesquisadores adiantaram que os retalhistas e as marcas precisam, portanto, de comunicar aos clientes que têm o que desejam e que “os compradores da temporada de festas reforçaram" essa necessidade, indicando que “a personalização e o envolvimento nas redes sociais desempenham um papel fundamental nas suas compras deste ano”. Cerca de 31% dos consumidores afirmam que usarão as redes sociais para pesquisas e 23% afirmam que campanhas personalizadas podem desencadear a compra de um presente.
 

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