Brasileiros e angolanos fizeram compras no Freeport de Alcochete de 12 ME

Lisboa (Lusa) – Os brasileiros e angolanos são os visitantes não residentes na União Europeia que mais gastam no Freeport de Alcochete, tendo as suas vendas atingido os 12 milhões de euros no exercício concluído em junho de 2014, segundo anunciado à imprensa.
Foto: DR

Nuno Oliveira, diretor-geral do Freeport Alcochete, que falava num encontro com a imprensa em Lisboa, disse que “os turistas do Brasil e de Angola ocupam os dois primeiros lugares, por esta ordem, ao nível dos visitantes não comunitários que se deslocam ao maior ‘outlet’ da Europa para fazerem as suas compras”, tendo avançado ainda que as suas vendas atingiram os 12 milhões de euros (6 milhões de euros, respetivamente) no último exercício fiscal.

“Os visitantes da Rússia e da China surgem na terceira e na quarta posições, respetivamente, mas nos últimos seis meses está a assistir-se a uma nova tendência: Os chineses estão a ultrapassar os russos [procuram lojas ‘premium’ e, sobretudo, marcas de luxo”, salientou.

Ao nível dos turistas do espaço comunitário, os espanhóis são os que mais gastam, em média, no Freeport de Alcochete, seguidos dos alemães, franceses e dos dinamarqueses.

Cerca de 26% das vendas, no mínimo, são asseguradas por turistas estrangeiros (do espaço comunitário e fora deste), explicou o gestor, precisando que as vendas de turistas da União Europeia se situaram entre 5% e 6% no último exercício fiscal de 2014.

“O reforço da oferta de marcas internacionais, no mesmo período, foi também um fator determinante nos resultados do Freeport, cifrando-se o contributo das novas lojas abertas no último semestre de 2013 em 10% do volume de vendas no período de janeiro a junho de 2014”, salientou.

O Freeport deverá atingir um volume de vendas de 110 milhões de euros no exercício fiscal que termina em junho de 2015, o que corresponde a um acréscimo de 5% face aos 107 milhões de euros observados anteriormente.

Nuno Oliveira congratulou-se com "o desempenho registado pelo Freeport em 2014", tendo realçado que o EBITDA (lucros antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) foi de 6,7 milhões de euros, contra 5 milhões de euros em 2007.

“O último exercício foi marcado ainda pela abertura no Freeport das lojas Armani, Guess, Nike, Douglas e Havaianas, para além da remodelação e aumento da área de lojas como a Lacoste ou a Sacoor, reforçando a oferta de marcas ‘premium’ e imprimindo um maior dinamismo ao posicionamento das marcas no espaço do Freeport”, sublinhou.

“Se nos focarmos no período mais recente da história deste ‘outlet’, de 2007 a 2014, verificamos um aumento das vendas em 20%, ao mesmo tempo que o mercado decresceu 35%”, disse Nuno Oliveira, adiantando que está “otimista para começar a escrever a próxima década do Freeport”.

De acordo com o gestor, a aposta do Freeport no “turismo de compras”, iniciado há cinco anos, “continua a revelar-se um eixo estratégico do ‘outlet’”.

No último exercício, o volume de negócios gerado pelos clientes oriundos de países fora da Europa foi superior a 20%, com um crescimento de 9% – dados do Global Blue – Tax Refund – num valor superior a 20 milhões de euros.

No caso das marcas ‘premium’ presentes no Freeport, mais de 35% do volume de negócios é já superado com gastos dos turistas não comunitários, desde brasileiros, angolanos e chineses que representam cerca de 85% dos turistas extracomunitários. O gasto médio dos visitantes não residentes no espaço europeu no exercício de 2014 foi de 190 euros.

O Freeport de Alcochete foi inaugurado em 2004 e possui 75.000 metros quadrados de área bruta arrendável e é detido pela grupo de capital de risco Carlyle.

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