Bravian é a nova marca de moda funcional do Latino Group

A Latino aproveitou a última edição da ISPO para fazer o lançamento mundial da Bravian, a marca de moda funcional unissexo que constitui o seu quarto segmento de atividade, a seguir aos uniformes para forças militares e militarizadas, ao vestuário de trabalho e ao private label para dez marcas internacionais.


“Estamos a transportar para a roupa do dia a dia o know how que acumulamos ao longo de mais de 20 anos a desenvolver produtos de alta tecnicidade na área dos equipamentos de proteção individual”, afirma Clementina Freitas, a CEO e fundadora do Latino Group, que tem o centro de gravidade em Braga, onde emprega diretamente 50 pessoas.

“A Bravian é uma marca de moda cujo conceito é urbano funcional, com vestuário e acessórios para um segmento médio/alto  Na confecção das peças usamos materiais muito técnicos,  como tecidos com membranas respiráveis, malhas dry release, gangas com dyneema, fechos impermeáveis, etc”, explica Ana Aguiar, a  designer formada na UMinho que a Latino recrutou para este projecto.

“O público alvo são homens e mulheres que gostam de vestir diferenciado, com bom gosto, moderno e com componentes funcionais, que vão desde os gadgets a elementos de conforto e protecção, inerentes tanto aos materiais como ao modo como os modelos são desenvolvidos”, acrescenta Ana.

Moda urbana técnica são as três palavras que sintetizam a identidade da Bravian, um investimento que Clementina Freitas espera amortizar no prazo de dois anos e que atenua a exposição do grupo às suas duas áreas tradicionais: uniformes e roupa de trabalho com características específicas para setores tão exigentes como a saúde, restauração ou a indústria petrolífera e os bombeiros. 

Clementina já tinha 15 anos de experiência na têxtil, repartidos entre a TMG e a Kispo, quando no ano da adesão de Portugal à CEE se abalançou a trabalhar por conta própria fundando a Latino, em parceria com um sócio inglês, que lhe assegurou logo uma encomenda de 40 mil calças para a Marks and Spencer.

Surfando em cima da trepidante febre de crescimento que contagiou o pais no segunda metade dos anos 80, a Latino iniciou, com o fornecimento de fardas para a policia angolana, a sua especialização na produção de uniformes e equipamentos tácticos para as forças militarizadas, a que rapidamente acrescentou a vertente da roupa de trabalho.

Em 1988, deu um novo passo em frente, passando a ter produção própria, com um objetivo que se resume numa pequena frase – “dar confiança aos clientes” –  que está na sempre na boca de Clementina e se tornou uma espécie de mantra do grupo.

Equipada com laboratório próprio de investigação e desenvolvimento, a Latino prevê fechar o corrente exercício com vendas de seis milhões de euros, das quais mais de 80% feitas na exportação.         

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