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Brooks Brothers declara falência e compradores disputam

Traduzido por
Novello Dariella
Publicado em
9 de jul de 2020
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3 Minutos
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Brooks Brothers, a marca de roupas mais antiga dos EUA, ainda em operação, entrou com pedido de falência, quarta-feira (8 de julho), após anos de queda nas vendas, e depois de ser ainda mais prejudicada com a crise do novo coronavírus.

Fundada em 1818, a histórica empresa sediada em Nova Iorque, entrou com um pedido de proteção contra falência num tribunal estadual de Delaware. Brooks Brothers junta-se a uma longa lista de grandes retalhistas que foram forçados a fazer o mesmo como resultado da pandemia, nomeadamente a cadeia de lojas de departamento JC Penney e a marca de moda J.Crew.


A Brooks Brothers deve prestar declarações sobre afalência nos próximos dias - Instagram: @brooksbrothers


Segundo uma fonte citada pelo The Wall Street Journal, a Brooks Brothers planeia usar o processo de falência para tentar encontrar um comprador.

Entre os boatos que circulam sobre a sua falência, os potenciais compradores estariam a preparar-se para uma eventual disputa pela empresa. De acordo com vários meios de comunicação, as partes interessadas incluem o Authentic Brands Group (ABG), em associação com o Simon Property Group e a Brookfield Property Partners, bem como a Marquee Brands e a Sequential Brands.

O retalhista também atraiu a atenção da Solitaire Partners e da WHP Global, a recém-fundada empresa de gerenciamento de marcas liderada por Yehuda Shmidman que, juntamente com a ABG, é considerada uma das concorrentes mais fortes na disputa.

Solitaire Partners é liderada por David Jackson, ex-CEO da Dubai Istithmar World, proprietário da Barneys de 2007 a 2012. Os planos de Jackson para a Brooks Brothers envolveriam manter a franquia intacta e continuar a fabricar roupas de forma independente, uma abordagem de respeito ao legado da marca que pode diferenciar a sua oferta.

Fundada em julho de 2019, a WHP já havia comprado as marcas Anne Klein e Joseph Abboud e recebeu, recentemente, um financiamento adicional da Oaktree Capital Management, cujo investimento na empresa agora é de 350 milhões de dólares, elevando o total de fundos para mais de um bilião de dólares.


A marca centenária já havia reportado muitos problemas, antes dapandemia de COVID-19 - Instagram: @brooksbrothers


No entanto, o da ABG é considerado por muitos como a maior proposta. Com patrocinadores como BlackRock, Leonard Green & Partners, General Atlantic e Lion Capital, a empresa comprou a Sports Illustrated por 110 milhões de dólares (cerca de 97 milhões de euros), no ano passado, e também superou Jackson para recuperar a rede de retalho de luxo, Barneys, por 271 milhões de dólares (cerca de 240 milhões euros).

A ABG também adquiriu a Forever 21 por 81,1 milhões de dólares (cerca de 72 milhões de euros) em fevereiro e, se a sua oferta pela Brooks Brothers for aceite, espera-se que empregue uma estratégia semelhante à usada com este acordo. ABG e o Simon Property Group adquiriram 37,5% de participação nos negócios de propriedade intelectual e operação da empresa, enquanto a Brookfield Property Partners adquiriu 25%. Todas as 21 lojas da Forever permaneceram abertas após o acordo, mas a marca ganhou um novo CEO, Daniel Kulle, ex-presidente da H&M.

A Brooks Brothers foi bastante afectada pela pandemia de COVID-19. No entanto, embora a crise da saúde possa ter sido o factor decisivo para a falência, muitas das quase 250 lojas americanas gerenciadas pela marca, com uma dívida de aproximadamente 600 milhões de dólares (cerca de 530 milhões de euros), supostamente têm enfrentado problemas desde muito antes do início da pandemia.

Redação com EFE

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